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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Snowmaggedon (11) Dallas

Agora que Fevereiro traz um bocadinho de tempo melhor, as notícias já começam a dizer que Janeiro afinal não foi assim um mês assim tão frio, que o país está a atravessar uma seca, enfim a conversa habitual (ainda há poucos dias se queixavam de terem o Guadiana a encher o Alqueva).

Depois de Al Gore ter feito a sua parte na poluição planetária, andando de um lado para o outro no seu jacto privado, foi agora a vez de Bill Gates (com uma empresa de jactos privados), fazer de quadrilheira e agourar o aquecimento global. No UK Column a situação foi bem analisada e recomenda-se:


Conforme foi aí dito, temperaturas baixas em valores não antes vistos (referindo o caso da Escócia, e de um modo geral na Europa), diziam que tal notícia deveria deixar satisfeitos os catastrofistas do aquecimento global... mas que Bill e Greta não estavam satisfeitos.
Foram por isso analisar esta entrevista que Bill Gates andou a replicar por todos os canais de televisão, neste caso a BBC, que fez um cenário teatral que seria interpretativo tendo como pano de fundo a ameaça de extinção dos dinossauros. Afinal a Covid é um problema fácil, os dinossauros não foram extintos nem por um Cometa, nem pela Covid - nesse tempo seria Bovid (para bovinos) ou Ovid (para ovinos). 
Bill colocado em figura gigantesca avisava o insignificante repórter da BBC do perigo de extinção.
Depois de ter pregado na última década sobre o perigo das Covid, Bovid, Ovid, Bill faz agora parelha com Greta no grupo dos aquecedores climáticos.
Qual era o problema? - O problema é que na mesma altura que ele fazia isto, havia uma vaga de frio imensa na Europa e na América do Norte, que chegou agora ao ponto de no Texas ter resultado num nevão. Veja-se por exemplo (Dallas Observer):



Não era bem esta a ideia da imagem de Dallas que víamos na série que estreou em 1978:


... e não lembra a ninguém ter nevado em nenhum episódio, mas isso resolve-se com fake-cheques, onde se concluirá que o hábito de usar chapéus de cowboy era afinal por causa dos nevões na cabeça.
De qualquer forma, para quem foi a Dallas, sabe que era mesmo uma cidade quente, e percebe que os habitantes não estejam a achar muita piada à situação de falhas de energia na cidade do petróleo.

Não se pode dizer que este tipo de situações convença ninguém... graças a fontes esquimós, ou a relatos em primeira mão dos ursos polares, com inteligência artificial, "o que se passa" é que o clima está todo maluco e os vórtices polares desceram do pólo norte para a Europa e América do Norte, e onde se está mesmo bem é no pólo norte... aliás sugere-se que Bill e Greta aproveitem o bom tempo lá.

Em 2014 eu não estava à espera de continuar a fazer postais ridículos em 2021, por isso aqueles que esperam que a maluqueira covidesca vá passar em breve... aprendam com os exemplos passados, que esta farsa do clima já dura há mais de 20 anos, e portanto é melhor fazerem planos para férias em 2030.
Mas quer isso dizer que os idosos dos lares vão ficar presos (confinados) até essa data?
Não creio, porque Alemanha e França não devem estar a achar muita piada a terem a sua indústria a produzir carros eco-lógicos para o boneco... a narrativa vai ter que mudar de alguma forma, mas não é de esperar que mude para melhor, se o pessoal continuar a portar-se como bovídeos, para a nova vaga de Bovid, que há-de aparecer. Com sorte, poderemos ter um espasmo do tipo "terrorismo fabricado", que durou apenas 15 anos, mas que nunca retirou as restrições implantadas após 2001.

Convém lembrar aqui o ridículo que foi em 2013 a expedição científica a paragens antárcticas que deixou o navio encalhado onde iam os "cientistas" provar que o "aquecimento global" derretia o gelo:

... o que na altura não deixou de provocar o sarcasmo de alguns cartoonistas (poucos, porque o dinheiro jorra sempre no sentido conveniente):




Ora, é uma coisa algo desgraçada embater na realidade, mas a culpa é nossa porque não vemos as coisas com temperança... e portanto tudo se conjuga para mais uns tempos de humor... censurado é claro!
Ou, alguém conhecia ou se lembrava destes cartoons de 2013?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Snowmaggedon (10) «Dezembro frio, calor no estio»

 Há um mês atrás este era o aspecto do Gerês:

Nessa altura falava-se assim (NiT, 07.12.20) «Primeiro veio a Dora, agora chega o Ernest. Na semana passada, a depressão Dora trouxe chuva e agitação marítima para o litoral, mas a descida da temperatura sentiu-se por todo o território, o que levou às regiões mais altas do País - em alguns casos, não tão altas assim - os primeiros nevões»...

Depois a coisa foi continuando e no final do ano era este o aspecto em Montalegre:


E nessa altura lembramos os velhos ditados populares:
«Dezembro frio, calor no estio»
«Em Fevereiro neve e frio, é de esperar ardor no estio» 

Ora, "Estio", que significa Verão, é uma palavra que caiu em desuso, e há uns anos a ignorância de "estio", sem qualquer "estilo", levou à completa barraca num concurso da RTP. Mas não é só a cegueira de obrigar os outros a fechar os olhos, para que todos se acertem numa visão negra, convém mesmo entender que os nossos velhotes antecipavam o futuro.

Ou seja, ao prever que um inverno frio, dava origem a um verão quente, antecipavam aquilo a que hoje se chamam "alterações climáticas". Como é óbvio, eles não podiam saber isso, porque antigamente tal cousa não acontecia, será mesmo coisa moderna, por causa das máquinas, poluição, gases das vacas, etc, etc, perguntem à Greta, que ela é que sabe sobre os males do carbono... ou será da carbonária?

Quando os ditados populares passam de pró-pulares a pró-polares, aconselho este:
«Se te disserem que o frio é polar, é pular dali para fora».

Ok, coisa ocasional, culpa da Dora e do Ernest, até porque 2020 foi o ano mais quente, etc, etc, mas agora em 2021 veio a Filomena, que não deixa a coisa por menos

«A estação meteorológica de Clot de la Llança, no Parque Natural do Alto Pirineu, na Catalunha, registou, esta quarta-feira, a temperatura mais baixa alguma vez registada na Península Ibérica. Foram 34 graus centígrados abaixo de zero.»

Sim, pode ter sido a temperatura mais baixa de sempre na Península Ibérica, mas isso não significa nada, foi um caso pontual. Chamem a Greta, que ela explica. Depois de Bob Dylan, o prémio Nobel vai para a Pipi das Meias Altas.

E afinal o que são 34º C negativos? Mete-se uma camisolinha, e já está... o que interessa não é o frio do Inverno, é o calor no Verão, e parece que este ano promete ser quente, se formos a fiar-nos nos velhos, que a sabiam toda.

Ora, -37ºC é a temperatura que está no Pólo Sul, segundo se diz a propósito de Pequim:

The wind-chill factor made it feel like -31 C in Beijing, while the temperature at the South Pole felt like -37 C, according to weather forecasts. 

Lá está, Pequim que é uma das cidades mais poluentes, está a aquecer tanto, que vai ao ponto de atingir a temperatura de Verão no Pólo Sul, onde apesar das temperaturas extremamente negativas, os gelos e glaciares derretem como gelados. O facto do sueco Celsius ter estabelecido os 0ºC como temperatura em que a água congela, isso é só um detalhe, que não interessa nada à nova geração sueca e mundial, que é a mais instruída desde sempre.

Não sejamos maus, parece que o Verão na Austrália já tem os habituais incêndios:

... e assim, o incógnito português que inventou o adágio «Dezembro frio, calor no estio» deveria constar nos anais da climatologia moderna. 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Snowmageddon (9) e a Greta entre nós

Todos os anos, por esta altura de inverno, faço a verificação costumeira de que ainda há por aí frio, e apesar do aquecimento global estar provado até à exaustão, perdoem-me as santas Gretas deste mundo, mas estou a escrever com o aquecimento ligado, porque parece que estão 9º C lá fora.

Ora, só mesmo broncos como eu e Trump é que se atreviam a informar o contrário:


Estávamos em 2015, Trump ainda não era candidato republicano a presidente dos EUA, e gozava com a situação, o que viria a deixar fulos a panóplia de idiotas do politicamente correcto.

Nesse mesmo inverno, dois meses depois, escrevi aqui o seguinte postal:

https://odemaia.blogspot.com/2016/01/snowmaggedon-3.html

dizendo o seguinte (Janeiro de 2016):

Quando Al Gore, e outros, falavam no início dos anos 2000, as previsões apontavam normalmente para 2020, que era então um ano distante, e como lembrava o jornalista - era suposto por esta altura contarmos às crianças sobre a recordação da neve em Nova Iorque.

Gore poderia ter sido um candidato carismático, ao invés de Biden, mas não ajuda nada às previsões científicas certeiras, este ser o quinto ano consecutivo em que há fortes nevões em Nova Iorque.


Temos aqui uma fotografia ilustrativa do problema de aquecimento global que afligiu nos últimos dias a região de Boston e Nova Iorque, e que já bate recordes vindos de 1964.

Como os pais de Greta certamente nos explicarão, o frio é consequência das alterações climáticas, porque é o aquecimento da Terra que gera depois o frio acentuado nuns sítios e noutros não, etc.
Aliás, peço desculpa, não é Greta, nem os pais, nem Guterres, nem Gore, foram muitas vezes os próprios receptores da mentira, que se tornaram de tal forma cúmplices e crentes nela, que foram fazendo o favor de nos explicar a nossa completa idiotice, porque não estávamos a perceber nada, nem sequer o prémio Nobel, Ivar Giaever, um outro completo idiota.

Ao fim de todos estes anos, continuo burro como antes.
Tal como Winston no distópico 1984 de Orwell para alguns de nós é difícil contar 5 dedos sabendo que só vemos 4, mas para outros é muito fácil mesmo. Assim, é fácil ver calor no frio, é fácil ver pandemia numa caça aos gambuzinos, etc. 

O monstro social quando se quer impor sobre o juízo racional, tritura-o irracionalmente, e agora não nos resta outra coisa, senão agradecer à Pipi das Meias Altas, termos visto quão adultos estávamos a ser neste mundo de crianças onde os contos de fadas se substituem à realidade. Onde a contradição não existe, onde o irracional é o novo racional, onde a ciência séria é uma fantochada, e onde as caras passaram a ser más caras, máscaras.

O erro todo é meu. Peço desculpa às criancinhas, porque conforme somos instruídos, basta existir um adulto que acredite na realidade, para o mundo não se tornar num conto de fadas. Afinal, devo ter sido eu o culpado da 1ª e da 2ª Guerra Mundial, porque estas nunca existiram, e só eu é que acreditei nelas, por causa de meia dúzia de fotos e filmes.
Vamos todos ter pensamento positivo, e os arco-íris vão aparecer no céu... sigamos a Pipi das Meias Altas, que ela sozinha vai destruir o mundo mau dos adultos, e transformar a Terra num lugar divertido para as criancinhas.
A Natureza, já se sabe, adora essas piadas, e cataloga-as no futuro como "extinção da éspecie".

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Snowmaggedon (8)

Repetindo o que disse o ano passado: "Todos os invernos é a mesma coisa... o tempo esquece-se que está sob alterações climáticas, tendo em bastidores um "aquecimento global"...

Este tópico Snowmaggedon está aqui todos os Janeiros desde 2014, para as notícias de temperaturas baixas, sendo assim contraponto à empolada informação sobre temperaturas altas, motivadora da campanha contra um certo "aquecimento global", depois chamado "alterações climáticas".

Desta vez, a notícia aparece no Público com este mesmo nome:

Fonte congelada na cidade Victoria, parlamento da Columbia Britânica

A cidade de St. John na Terra Nova foi especialmente fustigada, tendo este nevão batido recordes no Canadá, já de si um país habituado à neve. 

Convém aqui lembrar também o que foi notícia em Janeiro, o grande incêndio na Austrália, esse mais ajustado à narrativa da moda. Acontece também que os incêndios no verão australiano, são quase tão frequentes quanto os nossos, ou os californianos. 
Fica aqui um registo comparativo dos mais famosos incêndios australianos:

Não é preciso investigar muito para concluir que em 1974/75 a área ardida foi substancialmente maior, 6 vezes mais, e os incêndios deste ano ficam em 7º lugar nessa contagem australiana de metros quadrados ardidos. Quanto ao número de vítimas, os incêndios de 2009 continuam a deter o pior registo, ficando este ano no 6º pior registo. 
Nada disto diminui o peso que cada calamidade tem, especialmente para os envolvidos.
No entanto, é sempre conveniente relativizar as coisas na campanha de desinformação (em curso).
Isto, é claro, independentemente de serem louváveis todas as iniciativas de baixar as emissões de poluentes, e também ser louvável o empenho dos governos francês e alemão em salvar o planeta, ou melhor, renovar a sua produção automóvel, agora com o epíteto "verde" ou eléctrica.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Apanhados do Clima (3)

Um dos tópicos mais frequentes da nossa desinformação é a tanga climática.
Tanga climática, porque nas antigas previsões dos especialistas para 2020, deveríamos estar com primavera no inverno, sendo neve e chuva uma coisa rara.

Mesmo não ligando à Pirralha de serviço (ou Pipi ralha), para quem as tempestades do Atlântico são brincadeiras dos mares do sul, tendo o bom augúrio de não se cruzar com a depressão da Elsa, vieram os ventos lembrar às ventas que deveríamos estar em período decretado de seca extrema, ou coisa do género. Senão, recordemos as notícias de Outubro e Novembro: 

7 Out 2019


5 Nov 2019 


As notícias de Novembro surgiam já depois das chuvas do final de Outubro, que se prolongaram praticamente por todo o mês de Novembro e continuaram em Dezembro.
Mesmo assim ainda se leriam títulos como "Os efeitos devastadores da seca no Algarve"  já que não conseguiam arranjar outra seca para alimentar a seca de notícias. Enfim, era como se o Algarve e o Alentejo fossem afinal regiões conhecidas pela abundante chuva.

Não se pense que a Elsa trouxe água suficiente para afogar as mágoas. 
Nada disso, a infindável ladaínha da seca está aí para ficar: "Últimas chuvas que foram parar às barragens dão para menos de um mês de consumo de água no Algarve".

Mesmo que a quase totalidade do país esteja a braços com barragens a rebentar pelas costuras, obrigadas a fazer constantes descargas (caso de Crestuma, que fez transbordar o Douro, ou o caso de Ribeiradio que provocou inundações em Águeda), o problema é que afinal a Elsa ainda não encheu por completo o Alqueva, ou outras barragens algarvias.

Correio da Manhã - em consequência da tempestade Elsa:
"Inundações na Maia deixam EN14 alagada e intransitável"

Assim, sem surpresa, tal como no ano passado, depois da vinda do Leslie em Outubro, chegou a Primavera e os artistas falaram de novo em "seca extrema", mantendo a mesma desavergonhada postura, mesmo que lhes caia um nevão, logo de seguida, como aconteceu em Abril.

Nada disto é de estranhar, porque não há qualquer vergonha, e uma característica de estado de sítio ditatorial é ordenar que a mentira passe por verdade. Não faltará um esperto que venha dizer, na lógica da cebola das "alterações climáticas", que afinal a inundação apenas confirma a seca.

domingo, 22 de setembro de 2019

Móbil de Pipi e Tintins

Pipi
Pipi das meias altas ("Pippi meialonga" no Brasil) é o nome de uma personagem de uma autora sueca, Astrid Lindgren, desenhada como "menina invulgar, a mais forte do mundo, com sardas na cara, e tranças vermelhas". Os livros foram publicados há 70 anos entre 1946-48 na Suécia.

No entanto, aqueles que como eu viram e gostaram da Pipi das meias altas a preto-e-branco na RTP no início dos anos 70, viram a versão feita pela TV sueca, que apareceu vinte anos depois dos livros, ou seja em 1969. Comemoram-se agora 50 anos:

A série foi um sucesso internacional, e ao que parece que se quis recuperar a personagem fazendo uma nova série de episódios, agora em formato reality show. 
À esquerda a activista Greta Thunberg, à direita a actriz Inger Nilson, fazendo de Pipi. 
Interpretações de meninas de tranças, em 2019 e em 1969.

Só quem não nasceu antes dos anos 70, ou anda muito distraído, é que não repara nas semelhanças entre a personagem de ficção de 1969, e a ficção feita personagem em 2019. 
Sim, não havia nenhum episódio intitulado  "Pipi salva o planeta ou salva o clima", mas as proezas ficcionadas de Greta, de uma menina independente a desafiar o mundo adulto, estão ao nível de Pipi:
A série Pipi da Meias-Altas, na RTP em 1973 (inclui a canção Giroflé, Giroflá)

Parecerá que uma relação entre Greta e Pipi não existe, mas leia-se de novo, e perceber-se-à que a relação entre Greta e Pipi, vai para além das tranças no cabelo.
Ok, mas e o que tem isto a ver com Tintins?

Tintin
O personagem do escritor belga Hergé, começou a sua publicação em 1929, ou seja há 90 anos, e a revista Tintin começou a publicação em 1946, ao mesmo tempo que saía Pipi na Suécia.
Curiosamente, Hergé baseia-se nos foguetes alemães V2, para colocar Tintin na Lua, em bandas desenhadas entre 1952-53, e é assim um Tintin (com 40 anos) que em 1969 recebe Armstrong na Lua:
Cartoon de Tintin, ilustrativo ficcionado da chegada americana à Lua.

Ou, dito de outra forma, terá sido esta a maneira que Hergé encontrou de lembrar a Neil Armstrong que Tintin já havia estado na Lua... bom, e do ponto de vista ficcionado, realmente a prioridade ficaria em si.

De que forma Tintin e Pipi se relacionam? Pelo nome completo da Greta:
Greta Tintin Eleonora Ernman Thunberg.
Greta, para além de ser candidata ao Nobel, é já membro da Royal Scottish Geographical Society, uma distinção difícil quando é pelo reconhecimento do trabalho científico, mas muito rápida em casos maçónicos convenientes.
Dir-se-ia que a realidade foi apanhada no meio da alucinação LCD dos baby-boomers, depois hippies dos anos 60, e yuppies dos anos 80.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Apanhados do Clima (2)

Esquecida a chuva e o frio do inverno, com a chegada da Primavera, veio a seca de notícias, ou notícias de uma pretensa seca que o país atravessava.
Assim, não era piada de 1 de Abril, mas podiamos ler no Público:
Situação de seca agravou-se em Março em Portugal - “Já começa a aparecer seca extrema no Algarve, entre Faro e Vila Real de Santo António”, avisa Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Depois, continuava-se dizendo que o mês de Abril deveria continuar com tempo seco e se houvesse chuva não seria significativa.

Azar na previsão do IPMA. No dia seguinte começou o tempo a piorar, e confirmando o velho ditado popular "Abril, águas mil", praticamente desde aí não houve dia em que não chovesse, chegando ao ponto de haver autoestradas encerradas devido ao granizo. Além disso, logo a seguir a situação chegou ao ponto de haver neve generalizada nos pontos mais altos, e as estradas da Serra da Estrela estarem encerradas devido à queda de neve:

Não é inédito, mas não é habitual termos esta situação de nevões em Abril.
Não é inédito, as previsões pseudo-científicas erraram estrondosamente.
Não será inédito, os bruxos climáticos continuarão a fazer o seu vaticínio, e a manter credibilidade apesar de errarem sistematicamente as previsões.

Simplesmente nesta última semana a situação atingiu uma viragem tão ridícula e tão notória, que parecia que Zeus estava com vontade de castigar os bruxos, bruxinhas e bruxelas do clima.

Não se trata de vangloriar, é apenas constatar. Daqui a alguns dias, como é tradição, o tempo irá melhorar em Maio, e lá vão sair os bruxos debaixo das pedras, queixando-se do aumento de temperatura sazonal, e esperando que todos se tenham esquecido dos seus sucessivos erros.

Em conclusão... o clima continua a ser mais ou menos previsível até uma semana, mas às vezes nem isso. Dada esta simples constatação de prazo de validade, quem depois quiser acreditar em previsões climáticas para décadas ou séculos, pode também acreditar no cadomblé, orixás, tarólogos, cartomantes, ou nos promotores das alterações climáticas.

Quando houver razão para outra preocupação, as pessoas sérias irão preocupar-se... mas essas não são as que alardeiam a opinião da moda nos órgãos de comunicação, para benefício do seu visual na passerelle mediática.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Apanhados do Clima

Na passada sexta-feira, decorreu uma daquelas pseudo-acções "espontâneas", muito bem organizadas, neste caso, servindo para arrastar jovens para uma inédita greve sobre "alterações climáticas".

Para quem gosta da história da carochinha, o pseudo-protesto arranjou uma protagonista sueca de 16 aninhos... que entretanto, e como se não bastasse a tonalidade kitsch da estação, nestas "pseudo-globalizações espontâneas", já a vemos como nomeada a candidata para o Nobel da Paz.

Portugal, é claro não deixou de agremiar a malta para o mesmo balir, neste caso em formato juvenil. 
O uso de cabritinhos para propagar ideologia tem uma longa tradição, que remonta aos balillas italianos, à juventude hitleriana, ou à mocidade portuguesa, para falarmos apenas no caso dito fascista, onde foi mais conhecido o empenho na lavagem de cérebro, desde tenra idade. 
É claro que na outra mão, na esquerda, teríamos as juventudes comunistas internacionais, e também é bem conhecido o uso de jovens na recruta fundamentalista islâmica, etc...

O que normalmente é claro, é que quando falham outros argumentos, a agremiação de membros jovens para um fanatismo de grupo, é um típico processo, já na fase perigosa e desesperada.

Em termos mais científicos, já falei sobre o assunto nos postais "Snowmageddon".
Mas, como a coisa já começa a atingir a formação da cabeça dos nossos petizes, talvez seja oportuno deixar aqui mais alguns dados objectivos.

Conforme argumentou Ivar Giaever, a manipulação de dados sobre o aumento de temperatura planetária é simplesmente baseado no uso de mais medições, cujo local é seleccionado. Se quisermos aumentar a temperatura em Portugal basta fazer novas medições no Alentejo, e se quisermos diminuir, basta fazer mais medições em montanha, na Serra da Estrela ou arredores.

Raramente vemos as temperaturas de uma cidade analisadas ao fim destes últimos anos.
Com base nos dados da Pordata, podemos ver concretamente o que se passou, antes dos dados serem tratados para a narrativa conveniente.

Por exemplo, pegando em Viana do Castelo, com medições desde 1970, vemos que o máximo foi em 1995 e 1997 com 16.2ºC e desde 2014 que a temperatura média anual é inferior a 15ºC.
Ora, como Viana do Castelo não está propriamente fechada numa estufa fria, vejamos o que foi acontecendo nas diversas estações metereológicas:
Variação da média das temperaturas máximas (Viana, Lisboa, Faro e Funchal) 
e da média das temperaturas mínimas (Bragança, Porto, Castelo Branco, 
Angra do Heroísmo), desde 1960 a 2018. [fonte: Pordata]

Podemos concluir da análise destes gráficos que houve um aumento preocupante da temperatura?
Claro que não. No máximo só se poderia inferir isso no caso do Porto e de Angra do Heroísmo, no que diz respeito a um pequeno aumento da temperatura mínima. Mas isso já não se conclui em Bragança ou em Castelo Branco.

Convém ainda notar que estes dados começam nos anos 1960, quando em 1970 se falava até num possível início de uma "Idade do Gelo"... ou seja, numa altura em que os valores observados da temperatura eram muito baixos. 

Se quisermos pegar em dados para Portugal inteiro, podemos ver uma compilação que apareceu no Público em 2013, para os meses de Verão, para concluir que não houve grande alteração. 
Em 1951 foram registados 22.9ºC e em 2013 aparecia 22.0ºC (com um máximo em 2005 de 23.4ºC). 

Só que quando falamos de dados em Portugal, falamos de que valores? 
Dos valores medidos só em Lisboa, Porto e Faro, ou falamos dos valores medidos em novas estações que foram sendo introduzidas? 
Faz sentido fazer uma média se juntarmos mais estações, mais no sul do que no norte?
É claro que se juntarmos mais estações no sul, a temperatura vai aumentar.
Da mesma maneira que se quisermos fazer uma média do peso dos portugueses, é natural que aumente se juntarmos indivíduos gordos, e diminua se incluirmos indivíduos magros. 
Estamos a falar deste tipo de truques básicos e rasteiros, que é praticado sem critério, e com uma pseudo-capa científica.

Portanto, quando se fala do aumento global, isso corresponde a uma efectiva e propositada falha de método científico de cálculo, que permite toda a especulação, com direito aos aproveitamentos comerciais que foram sendo instalados.

Que estas coisas apareçam agora com a vinda da Primavera, quando a temperatura começa de novo a subir, pois isso é só mais um hábito recorrente, que indicia bem toda a má fé aparente, e inerente ao processo.

Nem sequer estou a dizer que há ou deixa de haver algum aumento de temperatura. Com os dados que vejo, o que se pode concluir é que a temperatura tem-se mantido razoavelmente estável, e isso sim, é até surpreendente pela pouca variação.

Toda a especulação científica que se tem gerado, agora metendo as crianças ao barulho, que sabem pouco mais que nada, pois isso descreve-se apenas numa palavra - vergonhoso!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Snowmaggedon (7)

Todos os invernos é a mesma coisa... o tempo esquece-se que está sob alterações climáticas, tendo em bastidores um "aquecimento global",  e vai presenteando os incrédulos, como o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, com neve nos desertos.

O ano passado falámos da neve no Saara, este ano parece que foi o deserto de Arizona, na zona do Grand Canyon a fazer das suas, com imagens notáveis:

Depois voltamos aos clássicos:

domingo, 14 de outubro de 2018

O Leslie e o Ciclone de 1941

Na passagem da noite de ontem para o dia de hoje, a comunicação social deu rédea solta aos ventos fortes trazidos pela tempestade "Leslie". Poderia ler-se: 
... e não vale a pena colocar mais, porque a característica típica da comunicação social dos dias de hoje é papaguearem todos o mesmo conteúdo, com uma pequena variação de palavras.

Ora, acontece que ninguém fez referência à pior ocorrência de ventos fortes do Séc. XX - um "ciclone". 
Estou a falar concretamente do Ciclone de 1941, e pego na menção feita na página do IPMA (no ano passado):
  • 2017-02-16 (IPMA) Foi há 76 anos, a 15 de Fevereiro de 1941, que o País foi varrido de forma muito violenta por uma depressão muito cavada que passou a ser conhecida como o “ciclone de 1941”. (...) Em Lisboa foi registado um valor de rajada de 129 km/h, Coimbra registou 133 km/h e no Porto, Serra do Pilar, 167 km/h, momento em que o anemómetro se avariou.
Basta ir ao site da Câmara Municipal de Lisboa para encontrarmos a notícia do Ciclone de 1941:
  • 1941 - CICLONE - No dia 15 de fevereiro de 1941 Portugal foi assolado por um ciclone que deixou um rasto de destruição por todo o país, além de um elevado número de mortos, de feridos e de desaparecidos. A extensão e a gravidade dos danos levaram mesmo a que este fosse recordado como "o dia do ciclone".
  • Segundo informações da época, o ciclone formou-se entre a Madeira e o Cabo de S. Vicente e o vento terá atingido em Lisboa a velocidade de 127 km/h. No resto do país os ventos atingiram valores ainda mais elevados, com o anemómetro da Serra do Pilar a registar rajadas de 167 km/h.
  • Os danos provocados foram consideráveis: estradas cortadas, milhares de árvores arrancadas, casas destelhadas, chaminés derrubadas, famílias sem-abrigo, ligações telegráficas e telefónicas interrompidas, naufrágio de embarcações, etc., como poderá ser constatado nas notícias publicadas no periódico O Século que aqui disponibilizamos.

Que ninguém tenha mencionado o assunto, não será estranho porque o Ciclone de 1941 não ficou registado como "furacão"... e na competência típica desta época (ou noutra opinião, vergonhosa incompetência), os peritos chamados para comentar estavam mais sintonizados em ajustar o evento à moda das "alterações climáticas". 
Todos comeram por boa a referência a 1842, porque o evento deve ter sido classificado recentemente como "furacão", ao contrário do "ciclone" que ocorreu em 1941. Assim, na sua gloriosa competência de correr bases de dados, lembraram um episódio pífio do Séc. XIX, mas esqueceram um outro, que era só 100 anos mais recente. Um hino também à competência informática que vai gerindo bases de dados, e à sua "inteligência artificial".
Foi sendo feito o discurso de agrado jornalístico, para encher o espaço morto... porque felizmente os ventos foram apenas fortes, sem consequências letais, como em 1941. A Protecção Civil pôde então mostrar a sua efectiva competência, e sair de mansinho com a fatiota de heroína da catástrofe que anunciou, primeiro mais, depois menos, depois mais ou muito mais.

Como em 1941 o anenómetro da Serra do Pilar (Porto) avariou a 167 Km/h, desta vez os registos do Leslie dispararam até 176 Km/h na Figueira da Foz, parecendo estabelecer novo recorde nacional!
É este tipo de informação parcial que é também completa desinformação - em 1941 as estações de medição contavam-se pelos dedos, actualmente essa medição é feita facilmente em qualquer lugar.

Vendaval "Zé Povinho" de 2009
Mas há mais falta de memória!
Ainda há pouco tempo, em 23 de Dezembro de 2009, a região Oeste foi devastada por um vendaval que terá atingido medições de vento entre 140 Km/h e 220 Km/h. Não teve direito a nome, mas vamos por-lhe o nome de "Zé Povinho"...

"Mau tempo deixa rasto de destruição: zona oeste é a mais afectada, 
mas as chuvas e o vento forte vão continuar a atacar."
No vendaval de 2009 falou-se em falhas de energia a 350 mil pessoas.

A princípio passou por ser um vendaval, um temporal, ou até um "tornado", depois dada a extensão afectada chamou-se-lhe mesmo "furacãozinho"... e interessou medir ventos de 220 Km/h, porque, por exemplo, a EDP não seria responsável pelos danos com essa velocidade de vento!

Qual o problema?
O problema parece ter sido simples. Ninguém no "estrangeiro" tinha classificado a alteração atmosférica com um "nome da treta" e não estando classificado como furação, como aconteceu com o Vince (2005), o Ophelia (2017) ou o Leslie (2018), também falha nas bases de dados de pacotilha, usadas pelos "peritos" nacionais, despreocupados com o Zé Povinho.
Assim, apesar da destruição ter sido muito superior à ocorrida agora pela passagem do "furacão" Leslie, o fenómeno passou por ter sido um "vendaval" ou "temporal", nomes menos pomposos, dignos da condição Zé Povinho.

Mais uma vez, ninguém se quis lembrar disto! Aqui a situação é mais engraçada, porque se em 1941 a maioria dos "doutores da mula ruça" não eram nascidos, em 2009 viveram o evento.

Temporal "Max" de 2010
Como o que falta aos encartados são nomes criativos, há talvez que colocar o nome do fadista madeirense Max aos terríveis acontecimentos que caíram sobre a Madeira em Fevereiro de 2010.
Não houve grandes ventos, mas caso o furacão Leslie tivesse trazido grandes chuvas, como é habitual, poderia desenvolver-se uma situação similar à de 2010.

Como a tempestade "Max" também não está nas bases de dados doutorais de "furacõezinhos", é natural o pessoal esquecer-se como aquele inverno de 2009/2010 foi particularmente nefasto e funesto no território nacional... sem que se associasse tanto às mudanças climáticas, como é agora moda ir fazendo.
Este "temporal" está classificado na Wikipedia como "aluvião" (... nomes não faltam):

47 mortos e 4 desaparecidos
250 feridos e 600 desalojados
É disto que estamos a falar...
Passados 8 anos já ninguém se quer lembrar.
Estamos numa sociedade sob efeito "Alzheimer".

Sim, mais uma vez, ninguém pode dizer que se esqueceu... o Leslie antes de passar por Portugal, passava pela Madeira, haveria sempre o perigo de chuvas torrenciais, e não vi vivalma ou canal televisivo relembrar o que aconteceu em 2010.

Natural e Artificial
Esses acontecimentos do inverno de 2009/2010 não os esqueço, e nem sempre os associo a fenómenos naturais. Mas isso é uma outra conversa, sobre a qual faltam dados mais objectivos para prosseguir. Porque a principal questão da alteração climática não é tanto o que se está a passar, ou o que se passou, mas sim a vontade de alterar o que se está a passar... e com a desculpa da acção global de todos, surge um pretexto ilibador para a acção particular de alguns.

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Nota adicional:  Ver também:  o blogue "Vedrografias":

sábado, 8 de setembro de 2018

Snowmageddon (6) coiros e coros científicos

Terá começado ontem uma conferência na Universidade do Porto que reunia cépticos sobre as "alterações climáticas", ou pelo menos sobre as suas causas. 

Como o assunto é um "dogma científico" da moda, reunindo um grande consenso, criou-se rapidamente um "grupo de apedrejamento", de fervorosos zelotas nacionais, destinado a impedir que tal conferência se realizasse num espaço universitário. Felizmente, a Fac. Letras não seguiu os zelotas, e a Profª. M. A. Araújo pôde iniciar a conferência. 

Abrimos este tópico "Snowmageddon" em Janeiro de 2014, e a paranóia continua, tornando a vida complicada a quem ousar duvidar de tamanha certeza. 
Afinal, como podemos duvidar de tamanha certeza?

Costumava (no passado) verificar-se a razão quando as previsões acertavam.
Há um problema com o número 2020. 
Era uma data distante em 2000, e pensava-se que chutar para 2020 era suficiente para alarmar caos.

Vejamos então algumas previsões colocadas em 2020 (falta pouco mais que um ano):

O Pentágono avisava Bush que em 2020 - "as maiores cidades europeias ficarão afundadas pelo aumento do nível do mar, e a Inglaterra seria mergulhada num clima siberiano":


Isto já para não falar dos "conflitos nucleares, mega-secas, fome, e grandes motins".
Era isto que os jornais e televisões anunciavam em 2004, e assim foram enchendo o nosso espaço informativo durante mais de duas décadas com esta conversa persistente.

(2) Ver por exemplo o artigo do mesmo jornal em 11 de Setembro de 2004 que considerando a previsão para 2020 tinha como título "The drowning world" (o afogamento do mundo), prevendo que navios já usariam já um Ártico descongelado para atalhar caminho, que o estreito de Bering estaria sempre sem gelo, entre muitas outras alarvidades.

Foi ainda em 2004 que foi lançado o filme "The day after tomorrow" com um cartaz sugestivo:

(3) As neves do Quilimanjaro iriam desaparecer... (Telegraph, 18 de Outubro de 2002)
"As neves do Quilimanjaro" era um bom título, baseado no romance de Hemingway. Ficando em África, era um ponto quase seguro para este tipo de especulações de aumento de temperatura. 
Assim vamos encontrando uma variação das previsões:
(i) Em 2002 dizia-se que iriam desaparecer em 2020 - artigo do Telegraph (já mencionado).
(ii) Em 2003 dizia-se que provavelmente em 2010 só haveria lama - artigo do New York Times.
(iii) Em 2009 iriam desaparecer dentro de 20 anos - artigo do Guardian.
(iv) Em 2011 começavam os problemas da previsão (o desaparecimento até 2015 não se verificaria):
AMHERST - If there is a poster child for global warming, it may be the vanishing snows of Kilimanjaro, which were predicted to disappear as early as 2015 in a widely-publicized report a decade ago.
(vi) Entretanto em 2018 - aparece o maior nevão em muitos anos... 


Mas o que é que isto interessa?
Não interessa nada!
Porque deixou-se de confrontar as previsões com o que aconteceu de facto!
Os dogmas são assim.
Não há discussão, cada um acredita ou não no dogma instaurado.
A ciência servia uma ponte de entendimento, que era confirmada ou desmentida pelos factos.
A religião não serve ponte de entendimento, é dogmática, baseada na fé - acredita-se ou não!
Cada vez mais a ciência comporta-se como religião fundamentalista.

Daí ter aparecido o nome "Alterações Climáticas" que substituiu o "Aquecimento Global"... porque alterações climáticas existem desde que existe tempo na Terra, desde que existem estações do ano. E por isso tanto o "frio" com o "calor" serviam à narrativa, para conformarem políticas, e mais do que isso apostas de casino... porque tudo isto será esquecido com políticas europeias de "direito ao esquecimento", e muito outras tangas, que querem massacrar a memória, para poder tratar toda a gente como crianças, acabadas de nascer.

Portanto, apesar de toda a evidência científica ter deitado por terra todos os alarmes catastrofistas das previsões bacocas, nada disso parece afectar a corja científica que gosta de fazer da ciência uma religião. 
Nem todos, porque ao menos o prémio Nobel da Física (1973), Ivar Giaever, por causa disto decidiu abandonar a American Physical Society, um dos coros onde queriam agremiar os coiros do unanimismo:

Ivar Giaever (prémio Nobel) discursa contra o "Aquecimento Global"

É claro que Ivar Giaever é logo atacado, dizendo-se que está ligado ao lobby dos petro-dólares.
Assim já ninguém vai ver o que diz, a "inquisição" cataloga-o como "pagão" e já está!
Numa religião não interessa a evidência, interessa o clube de que se é adepto.

Então, e não houve interesse em vender a propaganda do CO2 (o gás que todos nós respiramos)?
Contra os carros que poderiam ser fabricados na Índia e na China a preços arrasadores, o que foi feito pela UE?
Colocou normas cada vez mais reduzidas, que obrigavam a uma alta tecnologia inexistente.
Nem interessou nada a Volkswagen ter sido apanhada pelos EUA, mostrando que também não conseguia acompanhar o que exigia, nada isso interessa, quando não há nenhuma punição, já que os governos europeus servem apenas para enfeitar.

Eu faço aqui ênfase neste ponto, porque o que está em causa não é apenas o "aquecimento global", que é claro que se pode ter manifestado em quantidades reduzidíssimas. A poluição é um problema global, que deve ser tratado... mas seriamente! Beneficiámos no ar das nossas cidades com a redução dos poluentes, mas confundir tudo no mesmo saco, não é a mesma coisa.

Interessa que esta corja científica que se reúne para apedrejamentos, para ameaçar e desonrar quem quer que seja que não alinhe nas suas tretas, está a crescer, porque o interesse monetário tratou de ser paradigma mundial no financiamento da investigação e nas universidades.

Isto leva à crescente inquisição científica... cheia de certezas de coisa nenhuma.
Com a vontade de explicar tudo, e não conseguir explicar muito, entra a matar onde está insegura, e onde as evidências de total incompetência aparecem.

Senão, vejamos alguns exemplos:

(1) Como apareceu o Universo?
Usa as equações da relatividade geral de Einstein no Big-Bang.
Então o Universo já sabia das equações para se formar em conformidade?

(2) Como apareceu a Vida?
Por acaso, apareceram umas moléculas que permitiram a vida.
Substituindo "acaso" por "vontade divina" e temos uma explicação religiosa.

(3) Como apareceu a Inteligência humana?
Por acaso, os neurónios começaram a desenvolver uma coisa a que se chama "inteligência".
Outra vez, substituindo "acaso" por "vontade divina" e temos uma explicação religiosa.

O facto de ter aqui apresentado explicações claras e simples, isso não interessa nada.
Não interessa nada, porque quando a ciência se faz por fé e grupos religiosos, nada o que não pertença ao clube, interessa.


sábado, 6 de janeiro de 2018

Snowmaggedon (5)

Continuamos desde 2014, e assim este é o quinto texto dedicado ao "Snowmaggedon"...
Pelo quinto ano consecutivo, chegamos à época de inverno, e volta o problema do frio para aborrecer a teoria do "aquecimento global". São sempre fenómenos circunstanciais e raros... neste caso a vaga de frio que assolou a costa leste dos EUA, levou a que nevasse na Florida, o "sunny state", coisa que não ocorria há 30 anos:
"It finally snowed in Florida..." (Detroit Free Press)
Desta vez já há outro nome apelativo para o fenómeno - "bomb cyclone", que levou até a uma chuva de lagartos, arrastados das árvores, e congelados.

Depois de um mês de Outubro bastante quente, tivemos até a fantástica previsão por via de Stephen Hawking, de que a Terra iria tornar-se numa "bola de fogo"... e passados nem dois meses, já Trump podia responder com a mesma superioridade do raciocínio científico, e perante a vaga de frio, afirmou doutoralmente que daria jeito um bocadinho de aquecimento global.

No livro 1984, Orwell foi bastante cáustico com a questão de ver 4 ou 5 dedos... 
- 'How many fingers, Winston?'
- 'Four! Stop it, stop it! How can you go on? Four! Four!'
- 'How many fingers, Winston?'
- 'Five! Five! Five!'
- 'No, Winston, that is no use. You are lying. You still think there are four. How many fingers, please?'
- 'Four! five! Four! Anything you like. Only stop it, stop the pain!' 
A comunidade, ou quem a controla, decide o que é verdade, e o politicamente correcto condiciona os indivíduos a repetirem a mesma falsidade como verdade.

Podemos dizer que os incêndios de Junho e Outubro, com meses anormalmente quentes, bem mais quentes que Julho ou Agosto, poderiam servir como justificação de "alterações climáticas" (nome alternativo para a psicose do "aquecimento global"), mas isso seria fácil por ser evidente. O que se pretende é mesmo que a sociedade acredite, tendo evidências em contrário, tal como o personagem Winston de Orwell.


Aditamento (9/01/2018):
Uma imagem de marca para este publicitado "aquecimento global", surgiu hoje com neve no Saara:

Também não acrescenta nada o nome de recurso - "alterações climáticas", porque também se tinha visto neve no Saara em 1979. As temperaturas antárcticas com -73ºC (sentidos ao vento) no Monte Washington, nos EUA, também não demove o convencimento extremo, que recorre à comparação com o hemisfério sul, com 47ºC em Sydney (que também não foi extremo, sendo mais quente em 1939):

Ainda que se verifiquem condições atmosféricas invulgares, nada disso merece o nome de "alterações climáticas", e muito menos o nome de "aquecimento global".
Se as pessoas fossem minimamente sérias, entenderiam que temperaturas extremas ocorreriam se em todo o planeta fossem batidos recordes de temperatura, em todos os pontos. O que são propaladas são médias enviesadas, com valores seleccionados, e a pseudo-ciência é cada vez mais condicionada pela agenda mediática global - essa sim, em constante aquecimento.
  

domingo, 15 de janeiro de 2017

Snowmageddon (4)

Vender frigoríficos a esquimós...
Tarefa de grandes vendedores, tem sido basicamente passada para os apologistas do "aquecimento global", durante os últimos frios invernos, conforme temos vindo a repetir aqui desde o inverno de 2014/15. 
Se seria ineficaz a um vendedor de frigoríficos anunciá-lo com a vantagem do frio a esquimós, também aos vendedores do "aquecimento global" passou a ser conveniente anunciá-lo como "alteração climática"... dado o frio que se foi sentido. Sendo que uma alteração climática, seria alteração das estações, e só faria o mínimo sentido se tivéssemos visto invernos muito mais quentes e verões muito mais frios.  

Depois dos recentes "Snowmageddon" (ou Snowpocalypse) nos EUA, que seriam afinal uma boa venda para um "arrefecimento global", publicitado nos anos 70 (conforme relembrámos), foi agora a Europa atingida com vagas de frio polar que gelaram as praias gregas:

More people die as European chill maintains its grip  (Sky News, 9 de Janeiro de 2017)

O que vemos não é areia branca, mas sim neve, em praias gregas, neste inverno.
Como a vaga de frio polar afectou a  Europa central, incluindo até Itália, Grécia e Turquia.


Apesar da vaga de frio lhes afectar a vista, como cataratas congeladas, não é de esperar que nada mude nas mentalidades mais empedernidas que o gelo mais duro. 
Os vendedores de banha-da-cobra têm sempre um rol de argumentos contra a realidade.

Porém, ao ver o antigo mapa nazi de NeuSchwabenLand a linha dos gelos há 80 anos (a vermelho) indicava menos gelo do que a linha dos gelos actual (a azul):
Linha de gelos no mapa nazi (a vermelho) era geralmente mais recuada do que actualmente (a azul).
Ou seja, ao contrário do que é propalado, o gelo terá aumentado bastante nos últimos 80 anos.

Portanto, se a linha dos gelos aumentou, de um modo geral, a conversa que serviu para sustentar o "arrefecimento global", nos anos 1970, tinha mais pernas para andar que o teatro do "aquecimento global", em cena nos últimos 20 anos.

Pós da verdade
Curiosamente, acusando o mundo de estar a viver numa época de "pós-verdade", por via de resultados eleitorais (Brexit, Donald Trump, ...), que iam contra o politicamente correcto (Trump criticou as teorias de aquecimento global), e no sentido de teorias de conspiração.... são agora os fortes críticos das teorias de conspiração a inventar e divulgar a nova "teoria de conspiração":
- A Rússia estará por detrás da eleição de Trump...
... e não só! 
Já se diz que o Sr. Putin, afinal o grande conspirador sentado em Moscovo, mexe os cordelinhos, fazendo os americanos eleger Trump, fazendo os ingleses votarem no Brexit, e prepara-se para fazer os franceses eleger Marine Le Pen... tudo parte de um grande plano conspirativo.

Estes teóricos do politicamente correcto, são os mesmos que caricaturavam as "teorias da conspiração" como coisas de maluquinhos, mas que agora inventam sem problemas a sua "teoria da conspiração" em que Putin condiciona Trump, e espante-se.... por haver vídeos sexuais deste com prostitutas russas. Pois, e Putin também é capaz de condicionar a política italiana com os vídeos pornográficos da ex-deputada, Cicciolina.
Não que Trump ou Putin sejam figuras muito agradáveis, mas os agentes dos pós da verdade politicamente correcta, estão a entrar em parafuso, e a cair nos limites do ridículo!

Temperatura de Casino
Bom, mas o que a maioria do povo não saberá é que o negócio da Temperatura entrou nas Bolsas há praticamente 20 anos. Para isso é preciso notar na definição de "Derivados de Temperatura" (Weather derivatives):
Weather derivatives are financial instruments that can be used by organizations or individuals as part of a risk management strategy to reduce risk associated with adverse or unexpected weather conditions. (in wikipedia)
A ideia não deixa de fazer sentido. O aumento ou baixa de temperatura tem repercursões económicas directas. O aumento do calor, ou do frio, faz disparar o consumo de electricidade/gás, pelo simples ligar de aquecedores, ou ar condicionado. Com mais calor, bebe-se mais cerveja... por isso o custo de produção é diferente se for atempada a vaga de calor, e as companhias protegiam-se com as seguradoras, para eventuais falhas de produção, etc...
Em 1996 foi feito o primeiro contrato sobre Temperatura entre companhias eléctricas, para caso de necessidade suplementar no mês de Agosto de 1996. A ideia espalhou-se rapidamente e em 1997 havia já múltiplas transacções de negócios envolvendo "previsão de temperaturas". Em 1997 o vice-presidente Al Gore começou a envolver-se directamente no assunto e em Dezembro de 1997 foi assinado o Protocolo de Quioto, para controlar a emissão de CO2
Em 1999 já havia uma bolsa de valores em Chicago dedicada às transacções sobre a variação dos valores da temperatura. Pouco depois, em 2001, Al Gore, na sua candidatura, apareceu como grande estrela, paladino da luta contra o aumento de temperatura global.

Apostando no controlo do CO2 imposto pelo Protocolo de Quioto, os fabricantes de automóveis passaram a desenvolver tecnologia de controlo de poluentes para incorporar nos veículos (além do conversor catalítico), o que era também vantajoso para manter fora competidores sem acesso a essa tecnologia e que poderiam fazer veículos baratos (caso de países em desenvolvimento, como Índia ou China). Por exemplo, a UE legislou em 2001 sobre o controlo de emissões.
Toda uma enorme negociata passou a depender do clima... e o clima era bom para apostadores, porque batia certo com o politicamente correcto - baixar a emissão de poluentes.

Não significa isto que a aposta seja num aumento de temperatura... porque se há agora a moda do "aquecimento global", financiada por múltiplos interesses, os maiores especuladores tanto podem ter interesse em aumentar ou baixar a temperatura.
Simplesmente havendo grande interesse financeiro em jogo, apostando num sentido ou no outro, todo o resto dos argumentos são mera retórica decorativa, destinada a não revelar diversos propósitos subjacentes.