sábado, 31 de outubro de 2020

Não vás ao mar, Toino.

Poderia pensar-se que esta recomendação do rancho da Nazaré, diria respeito às ondas gigantes, que se evidenciaram na Praia do Norte, na passada quinta-feira, junto ao Forte da Nazaré. Desta vez há fotos onde é possível constatar ondas superiores a 33 metros de altura... com base no corpo do surfista, a foto indica 1 metro como 30 pixeis para uma onda com mais de 1000 pixeis de altura. 

No entanto, o problema na moda é mesmo a Covid, e por isso, a recomendação "não vás ao mar, Toino, podes morrer, Toino", aplica-se a todos os toinos que quiseram ir ver surfar as ondas gigantes, e que podiam morrer - não do mar, mas sim de Covid. Nem era tanto isso, porque nesta fase de paranóia, já não interessam os outros, e interessa é que "não matem ninguém" - entendendo este disparate, como alguém que morra, ser classificado como morto-Covid, ainda que fosse assintomático.
Bom, e não foram poucos, aqueles que o monstro social classifica como "perigosos criminosos":


Como me dizia um pescador do Algarve, neste Verão, se o bicho resistisse ao salgadiço do mar, então estava tudo perdido; e é claro, concordei, com a justificação mal amanhada para encher o barco com a lotação habitual.

O bicho não atacou no Verão, quando o pessoal circulava sem máscara nas praias, mas ficou agora danado, e mesmo ameaçado "pelo salgadiço do mar" continua a fazer estatísticas ao gosto do freguês.

Está lançado o monstro social, e naquela perspectiva do safanço, ataca-se qualquer liberdade individual, como um excesso que compromete a comunidade. Para prender alguém durante meses, basta ter o azar de ter feito um teste da treta e dar positivo... ou nem precisa, basta ter estado com alguém que tenha dado positivo e já terá que ficar em quarentena. Por isso, mais uma razão para isolamento ao núcleo base familiar, e todo o estranho é visto como um potencial perigo iminente. E não é ser perigo iminente de ter o "bicho", é perigo iminente de cair nas malhas da testagem indiscriminada, que pode dar positivo... um inconveniente bastante negativo. 

Portanto, a certa altura já não poderemos criticar os governos, que fazem parecer as antigas ditaduras do bloco de Leste como exemplos de democracias, mas podemos ser levados a temer os vizinhos, que se lembrem de chamar a polícia por suspeita de convívio/festa na residência. É difícil lembrar de alguma ditadura que tivesse imposto aos cidadãos a proibição de convívios ou festas, mas esta quer bater recordes... com a anuência estupidificada do monstro social, que se esforçou por despertar.
Veremos se o dominam tão bem quanto julgam...porque a paciência também tem limites.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Ponde os olhos no povo francês...

 ... dizia Almeida Garrett, numa tendência francófona que lhe facilitaria a vida, e continuava:

Ponde os olhos no povo francês, no grande povo, no povo modelo dos outros povos: e vereis quanto pode a só, desajudada e desarmada força de uma nação que ousa querer, e fortemente sabe querer ser livre. Imitai-a nessa deliberada e resoluta vontade; imitai-a em seu valor na peleja, em sua constância quando vencida, na sua moderação quando vencedora.

Estávamos em 1830, o livro "Portugal na balança da Europa" é publicado em Inglaterra, onde se tinha refugiado durante o domínio Miguelista. Faltavam dois anos para o desembarque do Mindelo, onde vai participar ao lado de D. Pedro IV.
Um célebre processo que o leva de cão a barão, ou melhor a visconde.

É neste contexto que é interessante ver a notícia:

Assembleia nacional de França aprova estado de emergência até Fevereiro

A Assembleia Nacional de França votou este sábado a prorrogação, até 16 de fevereiro, do estado de emergência sanitária, um regime de exceção que permite ao governo impor restrições para enfrentar a pandemia da covid-19.

Pondo os olhos no povo francês, vemos o que sempre vimos... um povo igual ao outros, e cuja maior diferença será mesmo o convencimento de que têm algo de especial. Neste caso, vemos um povo que vai ficar confinado durante quatro meses, por causa de uma gripe! Para além do inquérito que revela 62% dos franceses favoráveis ao recolher obrigatório, temos 73% que são pelo uso da máscara no seu próprio domicílio (poderemos ainda ter o conhecido fenómeno dos filhos que denunciavam os pais).

- Imaginas? Os coreanos não podem circular, excepto se forem geolocalizados. 
- Eu nunca aceitaria uma coisa semelhante!!
Cartoon de KAK (L'Opinion, 18 de Outubro de 2020) sobre o recolher obrigatório.

Não houve aqui maillots jaunes (para ciclismo há outro Almeida), aliás gilets jaunes, porque quando a ordem é para amansar, só meia-dúzia se conseguiram reunir contra o recolher obrigatório (couvre-feu).

Isto faz lembrar aquelas "movimentações espontâneas" que, das "redes sociais", fizeram sair meio milhão de pessoas às ruas, como foi supostamente o caso do "Que se lixe a Troika"...
Sim, deram jeito, mas depois, nem um grupo de 50 conseguiam arranjar, com as mesmas "redes sociais" e com equivalentes motivos de "indignação".

O principal objectivo das "redes sociais", num Estado despótico, é sinalizar alguns focos de confluência de opinião. Criam-se "influencers" e outras "designações com pinta", que concorrem na divulgação de notícias, num suposto meio alternativo, que na prática é o mesmo!
Mas é pior, muito pior:

  • As estatísticas e outras tretas, sinalizam o número de visualizações, mas esse número não tem qualquer verificação. Na maior parte das vezes é falso.
  • A maioria das contas são falsas, e foram usadas pelas companhias para promover os seus produtos. Um cantor da moda quando lança um tema, tem que ter logo milhões de visualizações, likes, e o catano... se não tiver, seria visto como um fiasco.
  • Há companhias que querem perceber se quando o sujeito diz "Isto está mesmo bom! Está, está!", isso é uma mensagem positiva ou negativa. Especialmente se esse sujeito tiver muitos "amigos".
  • A rede de amigos pessoais foi completamente traçada com o Facebook. Sabe-se exactamente a quem o dito cujo irá pedir ajuda, se a coisa lhe correr mal.
  • Depois o sujeito pode enviar uma mensagem a dizer "raios e coriscos", mas arrisca-se ao ghost banning que é pensar que publicou alguma coisa, mas só ele próprio é que a lê! Para evitar isso aconselho o Tor, que é das poucas coisas onde ainda permite ver se o que escreveu é visto por mais alguém (mesmo assim é limitado, e terá os dias contados).
  • Mesmo que a mensagem tenha reacções, muitas, pode ser apenas uma pessoa a fazer-se passar por muitas, e mais uma vez esse sujeito continuará adormecido, a pensar que está a fazer alguma coisa, que tem reacção, quando na realidade está só a falar com um mono, cujo trabalho é aturá-lo.
Portanto, da internet, redes sociais e tretas, pode-se esperar zero... excepto do mono!
Ou melhor, pode-se assumir uma canalização do que é suposto ser visto, pelos nossos "amigos".

Claro que há estorietas, de como a população descontente em França, se rebelou contra a nobreza, tudo sozinha, é claro, e sem nenhuma organização da maçonaria por trás... está-se mesmo a ver! Ou então de como os bolcheviques levaram à queda da monarquia russa, etc, estorietas não faltam.

Pois bem, mas agora, quando é o próprio regime maçónico, do politicamente correcto, que vem para instalar a sua Idade Média, em que do Concorde passámos aos aviões parados nos hangares, quem é que vem em auxílio? 
- Que movimento é que surge contra isso?
Pois, isso é o que pagam para ver... e a aposta é grande, e está em cima da mesa!
Sabem perfeitamente que não virá da população, porque isso é tecnicamente impossível.
- Virá de Trump, e de mais uns desmiolados, que bloquearam alguns planos concentração do poder, iludidos na dispersão pela CIA, FBI, Homeland, NSA, etc... ou há algo mais substancial por detrás?
- Ou será Trump mais um simples figurante, na peça em exibição?

Bom, e não se pense que isto é porque os judeus têm que criar uma nova Idade Média, para que o seu messias venha salvar o mundo, Estamos em 5781, e acho que isso seria questão para daqui a duzentos anos, se prezarem contas mais redondas. Bom, e Idade Média a sério teria que ter pelo menos mil anos.

Bem vindos ao mundo dos jogos psicológicos, e pelo meu relógio são oras de mascarar...
Sim, o relógio mudou, e é hora de inverno.


domingo, 18 de outubro de 2020

Ditadura viral (3) extremo centro

É hábito jornalistas e comentadores falarem da extrema direita, ou da extrema esquerda, e não classificarem como "extremo centro", a movimentação que usa indiscriminadamente ideias simpáticas a ambas tendências. Normalmente, usam o centro para se posicionarem, porque estão-se completamente a borrifar para ideias, excepto quando essas servem pontualmente os seus interesses. 

A nova entrada em "Estado de Calamidade", mostra a calamidade governativa instalada no país.
Após a visitação do 13 de Outubro, surgiu agora um pacote de medidas que torna o Estado Novo um regime democrático em "Estado de Emergência", nesse caso até justificada, porque o país estava em guerra, com "terroristas", e seriam classificados com tal com as regras que vigoram hoje.

Não foi propriamente uma novidade, e bastava estar minimamente atento às movimentações do último mês, para se perceber que isto iria descambar... e pode ainda não terá acabado por aqui.
Não foi à toa que chamei a estes postais "Ditadura viral", porque é vontade do extremo centro, fazer desta "guerra ao gambuzino" um pretexto para implementar medidas de controlo dos cidadãos. 

Qualquer ideia que isto tem a ver com a saúde de uma centena de pessoas internadas em UCI, parece ser apenas um wishful thinking, porque este contexto do vírus vindo da China visava outra crise...

Wishful thinking. (China Crisis, do álbum, "Working with fire and steel", 1983)

Em termos de pandemia, a única calamidade que se verifica é a do desastre governativo:
  • No Verão, quando era claro que o vírus ainda estava largamente espalhado pela Inglaterra, Espanha, Itália, França e outros países, os governos competiam entre si pelo turismo, fechando os olhos às restrições nos vôos confinados.
  • Era mais ou menos claro que, em consequência desse turismo fomentado, os focos de infecção iriam espalhar-se, até porque ninguém está para viver preso num confinamento ridículo, e prolongado por demasiado tempo.
  • A partir de Setembro surge uma vaga sem precedentes de testes PCR, e como é óbvio, quanto mais testes forem feitos, mais casos são detectados. 
  • São feitos quase 10 vezes mais testes em Outubro (20 mil) do que eram feitos em Março (2500 testes).
  • Assim, a percentagem de infectados agora é muito inferior à de Março ou Abril, mas esse número não interessa, face à conveniência do estado pandémico. 
  • O número que interessa ver é o de casos hospitalizados, especialmente em UCI:

O número aumentou razoavelmente nos últimos 15 dias, mas nada que justifique dramatismo, e é bom lembrar a necessidade, quase forçada, de associar tudo à Covid. Veja-se por exemplo, como a Organização Mundial de Saúde força a classificação de morte Covid:
  • DEFINIÇÃO DE MORTES POR COVID-19: Uma morte por COVID-19 é definida para fins de vigilância como uma morte resultante de uma doença clinicamente compatível, num caso provável ou confirmado de COVID-19, salvo se existir uma causa alternativa clara de morte que não pode estar associada à doença COVID (por exemplo, traumatismo). Não deve haver qualquer período de recuperação total da COVID-19 entre a doença e a morte.
Conforme se via por exemplos, a OMS praticamente só recomenda que escapem da classificação morte por Covid as vítimas de acidente de viação ou cardiovascular.

Os testes PCR detectam quem não deveriam detectar, porque há amostras que contaminam outras, só pela sua presença. Houve uma quantidade enorme de falsos positivos devido a isso. 
Mas de entre toda o extremo a que se chegou, há um grupo de médicos alemães, que questiona todo o processo:
  • Everybody knows it, they do something about it: German physicians formed an extra-parliamentary inquiry commission to expose the truth - the Coronavirus was never dangerous, the lockdown was unconstitutional, the motives were never health concerns, it was always only about money and power.
  • http://www.globalmediaplanet.info/extra-parliamentary-inquiry-corona/


Portanto, não há apenas Trump e Bolsonaro, há especialistas que questionam todo o processo... desde o início. Não foi à toa que a Suécia tomou uma abordagem diferente, e aí não tivémos o governo sueco a ser ridicularizado na praça pública, pelos agentes da comunicação do status quo.

Não é o vírus que não dá tréguas, é a maluqueira instalada, agora no governo de Costa, com Rio a confluir, a apresentarem medidas que deixariam Marcelo envergonhado, falamos de Marcelo Caetano, pois o dilecto afilhado acha tudo normal:
  • A polícia entra em casa, sem mandato? 
  • - Para quê, para ver se o vírus está escondido em casa?
  • Aplicações obrigatórias nos telemóveis para rastrear a nossa presença em todo o lado? 
  • Máscara obrigatória, mesmo ao ar livre?
  • Seis pessoas a conversar na via pública é proibido?
Já não há nada de científico. Há apenas meia-dúzia de nerds, que mal sabem programar, que fizeram uma aplicação da treta, para a mãezinha ver nas notícias. A informática em Portugal é uma vergonha, quando comparada com outros países, muito por culpa de certas vacas sagradas, que cavalgaram a moda, porque nada mais tinham do que paleio. A competência ronda o zero. Não têm qualquer raciocínio empático, têm péssimo perder, e insistem até à exaustão. 
Nunca são todos, como é claro. Mas, nem o parecer negativo da Comissão de Protecção de Dados, foi suficiente... para que servem estas instituições, se são totalmente ignoradas?

É óbvio que numa era digital, ninguém tem privacidade, e todos os dados vão sendo colectados em inúmeros servidores mundiais, acessíveis por serviços secretos. Simplesmente não têm capacidade de tratamento de tanta coisa. É demasiada gente, e dava jeito diminuir a população mundial...

Não se trata de ter razão pelos avisos. 
Ninguém gosta de ter razão quando avisa pelo pior, e depois isso acontece. 
Os "teóricos da conspiração" gostariam de estar enganados, o problema é que como se vai vendo, não estão... e a coisa não está com tendência a melhorar, pelo contrário.

Todos os preparativos estavam aí, fosse porque idiotice fosse. A ditadura começou a ser imposta pela moda, uma moda científica, e quem não estivesse alinhado era ostracizado. Vimos isso com as supostas "alterações climáticas", mas não foi suficiente. Agora, num ano em que até se notou um real aumento de temperatura global, é quando esta malta tem os meios de comunicação todos virados para o vírus, que não conseguem gerir as duas paranóias ao mesmo tempo. Não tarda, e teremos o coronavírus a ser uma consequência das "alterações climáticas"... no meio de tanta idiotice, seria só mais uma.

Já se percebeu onde isto poderá ir parar... não é só à testagem obrigatória, para colheita de DNA, poderemos ter mesmo uma vacinação obrigatória. E quanto à vacinação, com mutações induzidas de RNA, o problema não serão os efeitos a posteriori de vacinas, o problema é a desculpa recorrente:
  • Pois, ninguém podia saber, estamos sempre a aprender com este vírus, é lamentável o número de mortes, mas ninguém podia prever, a ciência tem falhas, foi tudo pelo melhor, etc, etc....
Já com essa conversa, primeiro as máscaras não serviam para nada e "davam uma sensação de falsa segurança". Agora se um professor der uma aula, tal como a directora da DGS dá a sua conferência de imprensa, em frente aos jornalistas, ou seja, sem máscara, pois terá a polícia à porta... como aconteceu na Faculdade de Arquitectura, por denúncia de um aluno.

Dir-se-à, quando se fizer a história deste período, ver-se-à a histeria dos governos, e a forma como as populações foram manobradas e manipuladas, incutindo um medo assombroso.
Certo, mas isso é na perspectiva simpática de que haverá quem possa fazer a história deste período. 
Mesmo nos períodos mais conturbados de manipulação de informação na Guerra Fria, nunca se chegou ao ponto de paranóia e disseminação de medo, a que já chegámos, por causa de uma gripe.
E repare-se... as armas nucleares nem sequer desapareceram, simplesmente deixaram de ser uma fonte de medo incutida pelos jornalistas...

domingo, 11 de outubro de 2020

História de Sanchoniato

HISTORIARUM SANCHUNIATHONIS é uma tradução para latim, de F. Wagenfeld em 1837 da história dos Fenícios por Sanchoniato, (Sanconíaton) cuja origem remontará a tempos antes da Guerra de Tróia, consta que de tempos, da mítica rainha Semiramis...

Não se encontra traduzido para outra língua vulgar, pelo menos que eu tenha encontrado na internet, mas parte da tradução em português, está em diversos artigos publicados no Instituto.
O que aqui fica é apenas uma transcrição do latim que se encontra nesse livro, com eventuais falhas na passagem digital do documento. 
Deixei-o em letra minúscula, porque:
  • O propósito não será ler o latim, mas reparar que Tartesso e Melicarto aparecem vezes sem conta... Melicarto era a designação fenícia e cartaginesa para Hércules. Tartesso era o reino do sul ibérico, provavelmente com capital em Cádis. 
  • Aparecem bastantes referência às navegações, e não apenas às dos fenícios...
O mais notável é que o original da tradução grega de Philo de Biblos parece ter aparecido num convento português, aquando do decreto do fim das ordens monásticas... e desbarato das suas bibliotecas.
Foi anunciado e logo desapareceu, de novo e talvez para sempre.
Salvou-se para o público a transcrição para latim feita por Wagenfeld, seis meses depois, em Hanover!!

À importância destes documentos já tinha dado relevo em Abertura de Sancho.

sábado, 3 de outubro de 2020

Ditadura viral (2) o outro vírus

Quando em 8 de Setembro publiquei o texto Ditadura viral, já tinha feito notar um acréscimo de mortes em Julho, que não se poderia associar só à Covid-19. Alguns dias depois, a 18 de Setembro, o Público apresenta a notícia num conteúdo mais claro:

Na altura falava-se de um excesso de 6312 mortes entre Março e Agosto de 2020 face à média dos últimos cinco anos. Atendendo a que as mortes associadas à Covid-19, estão ainda abaixo dos 2000 mil mortos, teria que haver outra explicação para esse aumento. A DGS usar a gripe como explicação é ridículo, porque no início do ano, em Janeiro e Fevereiro, pleno inverno, houve menor número de mortes.

Como uma boa parte das "mortes em excesso" ocorreu em Julho, podemos aceitar algum efeito das vagas de calor, que é bastante funesto. Este ano está a ser mais quente do que o habitual, ainda que o espaço noticioso dado aos "apanhados do clima" tenha sido ofuscado pela pandemia. Não tenho problemas em reconhecer quando acontece, mas não me peçam para fechar os olhos, quando não acontece... e na última década são dois ou três anos quentes, e os outros perfeitamente normais, ou muito frios no inverno.

Acresce que a Covid-19 teve que meter de lado as preocupações com plásticos e outro material não biodegradável, que faz máscaras, viseiras, e tantas outras coisas...  e isso poderá ter dado prejuízo a muitas negociatas do clima, que entretanto prosseguem, agora com a panaceia do hidrogénio. É mais uma novidade com centenas de anos, porque é conhecida desde o tempo do motor de Rivaz (1813). Como é habitual nestas coisas, estando distribuídas as condições de licenciação pelos amigos do clube/partido, só esses poderão explorar a negociata envolvida. 

Bom, mas ainda que o calor no Verão possa servir de explicação para algum aumento de mortes, a situação continua, com mais um excesso de 832 mortes em Setembro:
e o subtítulo é
"Deste acréscimo de mortalidade, um pouco mais de um quarto (1920 mortes), foi atribuído a covid-19."

Conforme dissemos no texto Ditadura viral, há que distinguir duas situações relativamente aos dados da DGS - uma primeira fase de Março a Abril em que os casos Covid-19 iam normalmente parar aos hospitais, para serem internados, e depois a fase seguinte, em que a DGS anda à caça de pessoas com corona-vírus, normalmente assintomáticos, que têm o vírus, mas não têm Covid-19.

Para se ter uma ideia mais real do efectivo problema com a Covid-19, deve olhar-se apenas para o número de pessoas internadas:

O que vemos neste gráfico dos internamentos, é que houve algum aumento, natural, relacionado com a retoma de actividades, e que nos coloca no número de internamentos que existia no início de Maio, ou seja, ainda a metade dos valores que se atingiram no final de Março.
Os modelos que a DGS usa são, digamos, quase risíveis... e não vou entrar em detalhes, porque há gente esforçada, mas só esforço não faz bons profissionais. No entanto, condicionam-nos, com decisões completamente insensatas ou quase irracionais.

Interessa que falham as explicações de gripe, calor e Covid, para 75% de "novas causas de morte".
Uma parte dessas causas pode remeter-se ao insensato absurdo da obrigatoriedade do teste Covid, o que tem vindo a provocar mortes, possivelmente evitáveis, e cito dois casos: aqui e aqui.

Numa peça jornalística, inconveniente,
aponta-se o efeito que a Covid teve no decréscimo das idas às urgências dos hospitais, atingindo valores de metade do habitual. Isso pode explicar parte do fenómeno - o medo de contrair a doença, indo ao hospital... afinal, o principal foco de doenças do país.
Mas não se fala de outro problema, onde há um silêncio cúmplice de omissão ou mentira, que atravessa a sociedade, e sobre o qual os jornalistas são proibidos de falar, que será o aumento do número de suicídios. O problema já foi bastante abordado em jornais indianos, mas também em Portugal houve alguma sinalização desse problema. Corre-se ainda o risco de alguém se suicidar e vir a ser catalogado como "morte Covid" se verificarem que estava infectado... creio que ainda não chegámos a esse ponto, mas não é de excluir, porque o mundo está cheio de gente medíocre em cargos importantes.

Em sinal positivo, o uso intensivo da máscara, irá não apenas diminuir a infecção por corona-vírus, mas também de todas as infecções por outros vírus. Por isso, espera-se que o habitual efeito sazonal da gripe no Inverno venha a ser mais reduzido este ano. 
Em sinal negativo, uma chegada de vacina só os mais crentes esperam que seja um bem... e temo que no meio de ondas de pura estupidez, todos venhamos a servir de cobaias. Se tivermos sorte, será apenas um placebo, caso contrário, ainda poderemos vir a ter outras mortes a lamentar.