domingo, 24 de novembro de 2013

Nebulosidades auditivas (4)

Um dos primeiros discos que comprei...

Living by numbers, New Musik (1980), From A to B

Living by numbers
Adding to history
And living by numbers
I guess was always meant to be
Living by numbers
Living by numbers now
We've been living a long time
Counted out in the rows of files
Such a digital lifetime
It's been by numbers all the while
Living by numbers
Living by numbers now
You count the days but does it
All add up to you
Does it all add up to you why we're
Living by numbers now
So you're living by numbers
And numbers you answer to
You can count all the nubmers
You bet that someone's counting you
Living by numbers
Living by numbers now
Living by numbers
Living by numbers now

They don't want your name
They don't want your name
They don't want your name
They don't want your name
Just your number

Does it all add up to you? Não, o nosso número não é 1, nem 3. 
You bet that someone's couting you... e isso aplica-se ao "someone" também. 
Just your number... e o número da nossa geometria é π = 3.1415926535... 
É quanto liga um diâmetro unitário ao perímetro de um círculo perfeito. 
É engraçado que a letra grega pi, π faz lembrar uma construção de anta ou dólmen.
A transcendência de π foi provada, e há recordes para determinar o maior número de dígitos, em ordens que pouco mais são que deixar máquinas a correr, pois é-nos impossível olhar para a lista de números. Servem para estatísticas, e uma das estatísticas tem revelado que esses dígitos aparecem como aleatórios, apesar de serem bem determináveis. São poucos os resultados qualitativos que podemos tirar, e tudo o resto é mera observação passageira, muito limitada, porque face ao infinito qualquer finito é igualmente distante. E ainda que houvesse quem todos os dígitos visse, não veria a infinidade de associações qualitativas, e se ainda assim tudo visse... então nada mais tinha para ver, e reduzia-se a um todo fechado. Esse todo fechado é unitário, é 1, o ciclo fecha-se, e tudo começa de novo.

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