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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Canhão da Nazaré (3) - ondas à superfície

O canhão, nas profundezas, e as ondas, que se manifestam à superfície, sempre lá estiveram...


Nazaré Blow Up (Hélio Valentim).

... a novidade está na atenção que passaram a ter, por via do havaiano Garrett McNamara.

Desta vez, a atenção foi emprestada pelos brasileiros Carlos e Maya, e este vídeo de Hélio Valentim é notável.

Porém, não deixa de ser igualmente de lembrar o filme de 1929, de Leitão de Barros, "Nazaré, praia de pescadores".

Conheci suficientemente a praia da Nazaré para me recordar dos gritos das mulheres nas ruas, quando uma embarcação se perdeu, engolida pelo mesmo mar que antes era visto com temor e hoje é olhado como recreio, mas que não deixa de guardar os perigos da enorme potência que ali exibe.

Tem mil anos uma história de viver a navegar... há mil anos de memórias a contar:
Sete Mares, dos Sétima Legião (curiosamente do álbum "Mar d'Outubro"...), incorporava algumas imagens do filme de Leitão de Barros (o vídeo tem ainda imagens de um clássico de Serguei Eisenstein, "Alexander Nevsky", de 1938... ver neste link aos 28 minutos).

Há mais do que mil anos de memórias a contar...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Senhores dos Passos na Lua

Desde há 44 anos...
(foto wikipedia)

... que foram feitos os passos para nos convencer desta pegada, na Lua.
Há quem diga que tal pegada só seria possível com humidade, uma humidade que não pode existir na Lua.
Ao andar na praia, sabemos que pegadas destas... só mesmo na areia molhada.
Mas, o que é que isso interessa, se a verdade difundida é propriedade de senhores dos passos lunares?

Seriam "grandes passos da humanidade" ou "grandes passos sem humidade"?...
Foi assim, durante os 4 anos da missão Apollo... depois faltou humidade e humildade para outros passos de humanidade... já lá vão 40 anos.

É claro, seguiu-se Marte, onde tivemos vários Rover a mandar imagens.
O que se notava é que faltava azul nas imagens... porque se o azul fosse corrigido nas fotos, começava a parecer-se muito com paisagens terrestres:


Imagem da NASA, Rover Oportunity, 2004, em Marte... Burns Cliff 

Primeiro, a imagem original. 
Depois os três canais habituais: vermelho, verde e azul.
Nota-se claramente uma falha de intensidade no azul, ao contrário dos outros!
Corrigindo isso (por exemplo: R-64, G-32, B+32) obtém-se a imagem de baixo 
(veja-se ao lado que o azul só foi aumentado um pouco).
Passa a haver um maior equilíbrio na nova imagem, repondo algum azul... 
... e a imagem parece agora muito terrestre!

Bom, mas já falámos extensamente deste assunto... e remeto para o texto anterior:
Hoje foi só para saudar os senhores da Lua, que comemoraram hoje os 44 anos dos passos.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

The show must go on

Numa daquelas habituais iniciativas popularuchas, a NASA anunciou que vai tirar uma fotografia da Terra, a partir da Sonda Cassini, que é suposto estar a orbitar Saturno... o evento decorre no dia 19 de Julho de 2013, e parece que a NASA sugere que todos "acenem para o boneco":

... em troca a NASA devolverá a sua fotografia nesta forma:
(desactivado....      http://saturn.jpl.nasa.gov/images/SolSysSim6_final_642x361.jpg)

... sim, basta acreditar que vai ficar naquele pontinho de luz. Pode pedir uma imagem de maior resolução, e mesmo assim não passará de um pontinho... talvez o façam um bocadinho maior e ponham azul.

A NASA teve o cuidado de avisar que a imagem acima se trata de uma simulação, indica o programa:
Solar System Simulator v.4.0

... e é bom que o faça, porque entretanto já há vários programas a correr simulações. Encontrei um deles, chama-se Celestia, pode ser feito download a partir daqui:

A partir desse momento, pode-se começar a competir com a NASA no envio de imagens de Saturno, ou do planeta que quiser. Não, não precisa de enviar uma Sonda Cassini, nem de investir milhões de dólares em foguetões e equipamentos sofisticados. 
Não, a partir deste momento qualquer governo pode ter o seu programa espacial baratinho. Pode cobrar muitos impostos, dividir com o pessoal amigo, e depois para orgulho da nação mostrar imagens destas:
Sombra de Saturno nos seus anéis... vista por uma qualquer sonda inexistente.
Simulação no Programa Celestia 

Pode-se escolher uma imagem nesta galeria de imagens que fazem inveja a qualquer NASA:

Bom, e a descrição que a NASA faz das suas imagens também não é de nenhuma realidade:
This marvelous panoramic view was created by combining a total of 165 images taken by the Cassini wide-angle camera over nearly three hours on Sept. 15, 2006. The full mosaic consists of three rows of nine wide-angle camera footprints; only a portion of the full mosaic is shown here. Color in the view was created by digitally compositing ultraviolet, infrared and clear filter images and was then adjusted to resemble natural color.  
A ideia da NASA é evitar dizer que a imagem é maravilhosamente falsa (embora isso se veja a anos-luz).
Então diz-se que a imagem foi composta de muitas imagens (verdadeiras? - claro!), neste caso 165, com longa exposição... sim, não há estrelas no fundo, mas não interessa. Convém ser-se um bocadito criativo e dizer que vêm do infra-vermelho ou ultra-violeta... e depois como isso não tem cor, põe-se uma maquilhagem, para uma cor, um tom, natural. 
Bonito? - O que é que interessa se é maquilhada, real ou ficção? 
Chama-se a isso a longa aprendizagem de efeitos especiais de Hollywood e associados...

Quanto a estas imagens de Saturno, estava à procura de ver uma imagenzita da difracção da luz do Sol através dos anéis de Saturno. 
Claro, não há... ou, sejamos optimistas - só não encontrei. 
Seria obviamente uma imagem que deveria fazer parte do clássico. Mas, imagens do Sol, tiradas por aquelas sondas que usam o Sol para tirar fotos de outros planetas, pois isso é coisa que não vi. 
A câmara embica no planeta, e não há quem a vire para o Sol... (claro, dirão, queimaria "o filme"... sim, mas só quando há atmosfera dispersiva, senão será um disco de luz).
Quando "se foi à Lua", sempre o mesmo problema... não há imagens do Sol, um filme de eclipse, nem de um pôr de Sol, nem de estrelas! Só na Terra é que nos lembramos de fazer essas coisas.

Vale de Marte
Agora a moda é Marte. Quando me sinalizaram esta imagem
 
(Sonda Curiosity em "Marte" - artigo do Expresso - 20/6/2013)

... mais uma vez achei que parecia uma fotografia de um deserto terrestre, talvez o Atacama ou outro. A sombra da antena está muito bem definida, indica semelhanças com um deserto "escaldante", coisa que não se teria em Marte (o Sol perderia metade do tamanho visível do disco, e com a maior distância, a intensidade solar reduz-se a 1/3 da terrestre).

Bom, fui procurar imagens no deserto do Atacama, e dei com o chamado "Vale de Marte", e outro "Vale da Lua", e dá para pensar no que podem querer significar aquelas designações (a imaginação acaba por encontrar semelhanças com tudo, e pode ver-se em Marte no Chile, pelo menos no vale de Marte!):

Vale de Marte - deserto do Atacama, Chile (panoramio) - à direita, imagem adaptada às "cores da estação".

Vale da Lua - deserto do Atacama, Chile (a preto e branco)

O que tem o deserto chileno a ver com a NASA? 
Parece que muito pouco, é mais a ESA que tem telescópios no Chile. 
Bom, mas há 3 anos atrás, em 2010, houve um acidente numa mina de Cobre no Atacama.
Então o número 33, a Fénix, e o Cobre, foram bastante falados. Acabou por ser a NASA a desenvolver uma cápsula "Fenix" que resgatou os "33" mineiros soterrados na mina de "cobre", entretanto "descobertos".

Como diria o Freddy - the show must go on... mas se pagamos bilhete, ao menos que seja bom:

Nota posterior [28/6/2013]_________________________
Por lapso, ontem não incluí imagens de "pôr-do-sol" marciano, mas podemos encontrar na wikipedia.
A imagem da esquerda é o "original" que se encontra na wikipedia, onde podemos ver um pequeno ponto de luz perto do horizonte. Isso corresponde ao esperado... mas a NASA ao apresentar imagens destas corre os habituais riscos de credibilidade. Uma pequena inspecção, feita através imagem à direita, revela afinal um foco de luz azulado(!) que nem sequer coincide com o suposto disco solar... pois, não bate certo!

Numa outra imagem de "pôr-de-sol", fizémos a mesma análise e encontramos agora um grande disco solar amarelado, serve como foco de luz, mas com um efeito de câmpanula oposto ao normal...

Posso imaginar que se invente uma desculpa relacionada com as partículas de poeira em suspensão, ou algo pouco específico e ambíguo. No entanto, qualquer uma das imagens não tem justificação aparente.
No caso desta última imagem, a NASA tenta precaver-se. No canto inferior direito lê-se afinal:
By making all the raw data available to the public, beautiful images such as this are made possible. Freelance imagers compile the data and generate color images not attempted by official NASA/JPL teams.
Portanto a NASA só assume imagens a preto-e-branco, as "lindas cores" são feitas por "freelancers". 
Deve ser grave o problema de orçamento que impede que os aparelhos enviados tirem fotos a cores...
É caso para dizer, mais valia ficarem calados!
A desculpa anexa é talvez a maior prova de manipulação, tentando passar erros para terceiros, pela ausência de fotos coloridas... mas que depois usam, porque são "lindas" e o que se gosta é de "artistas".

sábado, 23 de julho de 2011

O leão de Techialoyan

Os códigos de Techialoyan são documentos aztecas tardios (entre 1685-1700) que parecem reflectir registos de propriedade, que estavam a tentar ser recuperados. Para além de usarem já um alfabeto latinizado, são de uma produção independente, e mantêm figuras muito interessantes.
Uma dessas figuras é o Leão
Qual o contacto que os Aztecas tinham com esse animal, a ponto de o incluírem nestes textos?
Tinham os espanhóis levado leões, que impressionaram os Aztecas? Havia leões no México?
Um coração e um leão... coração de leão, são invocações estranhas, que dificilmente se justificam numa produção independente de carácter local. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cydonia & Sidonia

Habitualmente o nome Sídon, referente à antiga cidade Fenícia, perdeu a sua ligação à designação que era comum na Hispania.
 Sídon era conhecida como Sidónia.
Aliás compreende-se que a terminação fonética própria das línguas hispânicas levasse a essa alteração.

Ao mesmo tempo, existiu uma cidade em Creta denominada Cydonia, associada à actual Chania. Teria sido fundada por um rei Cydon lendariamente filho de Hermes e de uma filha do rei Minos.
É claro que escrever Cydon ou Sidon faz toda a diferença, ainda que foneticamente sejam equivalentes.

Johannes Carion refere que os Fenícios, vindos da Síria a Espanha, em busca de ouro e metais, teriam edificado no ano de 815 a.C. a cidade de Sidonia, no interior (... entre Cadiz e Granada). Fala ainda da vinda de Nabucodonosor, e de que depois disso os Turdetanos andaluzes ter-se-iam revoltado contra os Fenícios, tendo destruído a Sidonia espanhola.

Parece agora evidente que o nome Medina-Sidonia, usado pelos duques espanhóis da Andaluzia ligava essa herança antiga de uma Sidónia desaparecida. Quanto ao nome Medina, significando cidade em árabe, denota a influência prolongada do controlo islâmico na Andaluzia.

É especialmente curioso notar que Tiro teria sido formada por colonos vindos de uma Sidonia mais antiga... teria sido viagem curta para cidades situadas a 30 quilómetros. Aliás, em Sídon são visíveis ruínas do tempo das Cruzadas, mas não anteriores.
Não será pois de excluir que a mais antiga Cydonia cretense, cujo nome é ainda usado para a deusa Atena, estivesse numa eventual origem mais antiga de Tiro, que depois migraria de regresso à Hispânia.

Sobre Tiro, há uma curiosa suspeita sobre a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro - um impressionante morro carioca:
Pedra da Gávea (ver)

A suspeita diz respeito a uma possível presença fenícia, atestada pela interpretação de eventuais inscrições numa das faces da rocha:



possível inscrição na pedra da Gávea (ver)

A inscrição referia-se então a Bazedir, filho de Jetubal, de Tiro, na Fenícia... o que baterá certo com outros registos do séc IX a.C.

De Tiro até ao Brasil, não é nenhuma viagem impossível de fazer para marinheiros fenícios... só as concepções de limitações posteriores é que tornaram tais viagens como irrealizáveis na concepção medieval e moderna.

Para terminar, e apenas por acidente de percurso... alguém se lembrou de chamar Cydonia à zona de Marte onde foi descoberta a chamada "face":
É perfeitamente claro que as sombras podem ter levado a uma ilusão óptica, que entretanto foi esclarecida com novas imagens... imagens essas que, se retiraram o acidente facial, deixaram mais claro um acidente natural da formação parecer um escudo.
Mas as formações na Cydonia marciana não se resumem a essa face mais conhecida, toda a região aparenta ter outras formas piramidais que têm suscitado diversas suspeitas:


quarta-feira, 2 de março de 2011

Demostenes

Tenho falado contra coincidências... mas às vezes existem!
Reparei no quadro de Heraclito e Demócrito, por engano, já que procurava Demóstenes, para falar sobre o discurso do imperador, digo "Discurso do Rei", filme ganhador de Oscares.

Apenas vi o resumo do filme, no entanto, parte do argumento pareceu-me uma história copiada parcialmente duma outra, bem conhecida, de Demóstenes. Também ele teria um problema de gaguez, de infância.
É contado que Demóstenes terá usado (aqui por sua iniciativa) seixos da praia que colocava na boca, para se forçar a falar em condições difíceis. Demóstenes tornou-se um orador aclamado na sua defesa de Atenas contra a iminente invasão de Filipe II (Filipe II... da Macedónia)... pai de Alexandre Magno.

Demóstenes terá mesmo participado na batalha fulcral da derrota grega, em Caironéia (usamos o termo directo do grego e não o nome adaptado em português, por razões fonéticas), em 338 a.C. Esta cidade antes denominada Magola Mpalomeno, foi também palco duma derrota fulcral de Mitradata VI, rei do Ponto, perante os exércitos romanos de Sula, e, 86 a.C., e que terminou no fim do reino do Ponto.
O leão de Caironéia, em memória dos 300 homens do Bando Sagrado de Tebas, monumento construído em 300 a.C. e que foi reencontrado em 1818. Note-se a semelhança deste "bando" de tebanos com o também bando de 300 espartanos, imortalizado nas Termópilas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Axum e Lalibela

Talvez na linha da tradição egípcia, a Etiópia resistiu à pressão muçulmana, fez obeliscos, e foi alvo da lenda europeia enquanto Terra do Prestes João, factor muito citado nos textos à época dos descobrimentos.

Apesar do seu controverso transporte por Mussolini para Roma, e demora na devolução recente (longo processo finalizado entre 2002 e 2008) são pouco conhecidos os enormes e surpreendentes obeliscos de Axum, na Etiópia:
Este obelisco estaria fraccionado aquando do transporte para Itália, e foi ainda danificado por um relâmpago em 2002, quando foi decidido devolvê-lo. Tem 24 metros de altura e datará do Séc. III.
As suas inscrições em relevo sugerem motivos e corte de rocha que encontramos, por exemplo, em Tiahuanaco...

Também surpreendente, e claramente prova da primeva presença cristã na Etiópia, é a insólita igreja de Lalibela. Quando a defesa e a estrutura da igreja é esculpida a partir da própria rocha, num conjunto uno:


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Neu-SchwabenLand

Entre 1938 e 1939 a Alemanha nazi decide lançar-se num grande projecto científico de exploração da Antártida, no sentido de reclamar um território significativo. Chamou-lhe:
Neu-Schwabenland, ou seja "Terra Nova dos Suevos".
De entre tantos nomes, decidiram escolher uma pequena província do sul, Schwaben - Suévia, afinal ligada à origem dos suevos que se instalaram no Norte de Portugal / Galiza. À moda do norte, e se o acórdão ortográfico fosse mais longe, deveria escrever-se mesmo Suébia (mas não exageramos a ponto de relacionar com Suécia).


Para quem quiser a parte oficial da expedição, fica o link da wikipedia : New Swabia.
... para quem quiser conhecer as teorias mais conspirativas, sobre possíveis avanços da tecnologia nazi e a possível construção de Ovnis... pode seguir por aqui.

domingo, 25 de julho de 2010

China UFO

O evento é de 7 de Julho...
Antigamente estas notícias de visionamentos de OVNIs eram habituais, com a devida moderação, mas apareciam rapidamente. Actualmente, parece que os jornalistas (portugueses e outros) já não se importam muito com estas coisas! Mesmo assim, apareceu qualquer coisa (timidamente) na TVI-24-online e depois uma pseudo-explicação (típica: míssil) no Correio da Manhã Online.
Para todos os efeitos, como levou ao encerramento de um aeroporto na China, dificilmente se encontram casos tão flagrantes de OVNIs - ou seja, tratou-se mesmo de um Objecto Voador Não Identificado pelas autoridades chinesas, que assim tomaram as devidas precauções!
Fotografia de OVNI na China (7 de Julho de 2010) (link)
 Vídeos relacionados apresentados em TV. (ex link)

Podemos falar que só no dia 16 ou 17 de Julho, é que foi conhecido no "Ocidente" (10 dias, certamente fruto da censura chinesa... é claro!), mas ainda mais impressionante é que deverá ter havido imensas notícias importantes que impediram a habitual divulgação disto entre nós (aqui a censura chinesa deve ainda ser mais forte!).

Outras fontes sobre a mesma notícia:
Ver também:

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Marcas em Marte (1)

O Google Earth permite uma visualização do solo marciano, baseado na colagem de várias imagens retiradas em órbita pelas missões espaciais a Marte (tal como faz com a Lua).
Há imagens razoavelmente conhecidas, como a "Face", numa zona denominada Cydonia. Claramente, é possível reconhecer padrões antropomórficos de formas não relacionadas, e isso depende até da iluminação e sombras.
No entanto, próximo dessa zona, no "Labirinto de Cydonia", e usando imagens de "infravermelho diurno", é-nos revelado isto:
(clicar nas imagens para aumentar) 
Para além das zonas a negro, que claramente indicando ausência de informação, surgem linhas verticais que se desvanecem. Estas linhas, de tão perfeitas, apenas poderiam ser resultado de algum erro na visualização, resultado talvez de colagens. No entanto, se aumentarmos um pouco a imagem identificamos as zonas de colagem das imagens (que colocámos a azul claro):
... conclui-se que o problema destas linhas perfeitas, que atravessam estas imagens da paisagem marciana, fica por esclarecer!
Poderia ser um problema nas fotografias de infravermelho?...
Seguimos para as fotografias do visível... há duas zonas que aparecem demasiado iluminadas (sobre-exposição?). Numa das quais, numa área denominada "Hellas", onde também encontrámos traços que parecem quase linhas rectas (mas não são linhas rectas), aproximadamente a meio da imagem seguinte (em direcção quase horizontal):
Finalmente, próximo da outra zona, numa região denominada "Hellespontus Montes", e precisamente onde terá aterrado a sonda Marte 2 da USSR (1971), encontramos outras linhas rectas:
Estas linhas diagonais paralelas estão bem circunscritas a uma parte da fotografia, já que devido a uma "não boa" colagem com o restante, é perfeitamente identificável. Neste caso verifica-se ainda que as linhas são interrompidas pela presença da elevação (sendo ausentes nas zonas branca e preta, que assim cortam as linhas).
A sonda soviética foi dada como perdida, nunca tendo emitido nenhuma informação.
Não deixa de ser interessante notar, que tal como no caso da batimetria oceânica, também no planeta Marte encontramos estas estes aparentes sulcos rectilíneos no solo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Selene

Estas polémicas são antigas... mas ainda ninguém me explicou onde foi parar a sombra do mastro da bandeira americana, nesta fotografia que se encontra no site da NASA, referente à missão Apollo XI:

É claro que há outras images polémicas e outros detalhes... é só um exemplo, e nem "por sombras" estou a colocar em causa as missões espaciais. Apenas estou a colocar interrogações sobre o tratamento na divulgação das imagens... o solo é sempre exageradamente cinzento, não parecendo haver nada com cor na superfície lunar.

Mais recentemente (2008) apareceram umas imagens polémicas sobre Marte: 

... à esquerda há uma forma com semelhanças humanas - é apenas um detalhe de uma imagem muito maior que pode ser encontrada no site da NASA:

Neste caso, a justificação é de que seria uma pedra, mas que por ilusão óptica parece um humanóide.
Não é difícil ver que as sombras têm uma consistência tridimensional, e um zoom permite evidenciar que aquela figura destoa mesmo do conjunto:
 

Selene, a Lua, nosso satélite natural tem uma particularidade interessante... desde tempos imemoriais - escondeu-nos sempre uma das suas faces, graças a uma prodigiosa combinação: - a sua rotação está sincronizada com o seu período da órbita.
As probabilidades de tal acontecer... são muito pequenas (basta ver que um impacto de meteoro poderia alterar a velocidade de rotação - por muito pequena que fosse a diferença), e não há outro satélite com essa característica. (*)

__________
(*) Já deveria ter corrigido esta informação há mais tempo... aparentemente é reportado ser mais comum este efeito noutros satélites e ao fenómeno chama-se "tidal-locking", ou rotação sincronizada.
24.08.14