segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pano de fundo

Num artigo de ontem, do Sunday Express é feita a seguinte questão:


... que é como quem diz, nem sequer se deram ao trabalho de mudar o pano de fundo das imagens, quando diziam que filmavam de sítios muito diferentes:
As montanhas no fundo destas duas imagens da Apollo 15 são idênticas.

A NASA argumenta que apesar das imagens terem sido tiradas com quilómetros de distância, o pano de fundo era o mesmo, porque estava muito distante... Parece-me que tinha sido mais fácil dizerem que tinham sido tiradas do mesmo sítio (do estúdio), uma atrás do módulo lunar, outra à frente... e que se tinham enganado a classificá-las na localização, mas cada um é livre de usar as desculpas mais parvas que tem à mão.

Mars bugs
Ok, mas onde é que são feitas as filmagens, agora para os rovers de Marte?
A pergunta em inglês tem mais piada: "Where on Earth are the pictures from?"
Já tinha sugerido que a Antárctida poderia ser uma boa localização...
Afinal parece que alguém descobriu (ou digamos, suspeita...) que as filmagens se processam numa ilha canadiana do Árctico. É mais perto!
Um artigo é do mesmo Sunday Express, mas pode ser encontrado noutros "tablóides".


citando a notícia:
The shocking conspiracy theory echoes the long-held belief NASA faked all the moon landings footage, and no man has ever set foot on the lunar surface.
The so-called Mars "truthers" claim NASA is actually filming all its alleged Martian footage from Devon Island in Canada.
A large uninhabited island, NASA has previously admitted the scene “resembles the Mars surface in more ways than any other place on Earth”.
Truther Harold Saive claims NASA’s Mars Exploration Rovers – robots which are supposedly scouring the Martian landscape for signs of water, and possibly alien life – never reached their target.
Instead, they allegedly “fell short” – and landed on Devon Island, where confirmed NASA has a base to test out rovers.
Portanto, a NASA confirmou que tem na ilha de Devon uma base para testar rovers, e que por acaso a paisagem aí é a que mais se assemelha ao que vemos da paisagem marciana...
E também há bicharocos que parecem confirmar ter chegado a Marte antes da NASA (de entre uma lista de "anomalias" que a CNN resumiu):

- Uma delas será o famoso "esquilo marciano", que numa viagem sem precedentes, rumou até Marte, ou pronto... se calhar, foi só até à Ilha de Devon:

(uma outra hipótese engraçada, de incondicionais crédulos é tratarem-se de cobaias lançadas em Marte... sem capacete)


Pano de fundo lunar
Ainda antes das missões espaciais, nos anos 1950, artistas como Chesley Bonestell desenhavam a Lua com montanhas íngremes, para corresponder às sombras que eram vistas da Terra (algo que também já tinha feito Nasmyth no Séc. XIX)... algumas delas muito pontiagudas.
Eis uma imagem de Bonestell, onde ele coloca uma escalada a uma íngreme montanha, e agora imagine-se... tudo isto à noite, à luz do reflexo da Terra (que presumo ser o disco branco).

Ora, ora, mas as missões nunca ocorreriam à noite, quando poderiam vislumbrar o céu estrelado, ou a Via Láctea, como se mostraria no desenho. Ocorreriam sempre sem estrelas no céu... Seja, por missões tripuladas, seja por missões não tripuladas, nunca nos foi dado ver estrelas no céu lunar, ou aliás de um modo geral, em qualquer imagem de um céu estrelado (excepto se alegadamente obtida pelo telescópio Hubble).
Um outro facto curioso é que ao ocorrerem de dia, os astronautas teriam que aguentar temperaturas de 200 graus Celsius, um pequeno detalhe para a NASA, que argumenta que os fatos eram brancos e reflectiam a luz solar... já se vê que os problemas de raios ultra-violeta, ou outra radiação mais letal emitida pelo Sol, nunca foi problema... especialmente se as filmagens fossem em Devon Island.
Acresce que diz-se ainda que as filmagens ocorreram com a Lua em quarto crescente, e com o propósito de ter os astronautas entre as temperaturas de -200ºC à noite (temperatura que não causaria tantos problemas), e as temperaturas de 200ºC do lado iluminado, seria aconselhado terem sido realizadas sempre no lusco-fusco... só que isso não impediu que a maioria das fotografias tivessem sombras pequenas, não correspondendo minimamente às sombras alongadas, se estivessem com o Sol na linha do horizonte.
Enfim... qualquer análise que não seja superficial, mostra que o público alvo da divulgação da NASA tem duas ou três características principais - infantilidade, pouco conhecimento técnico ou muita credulidade. Ou ainda, muito mais que isso, ninguém gosta de ser apelidado de lunático por vigaristas.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Zeunice

Eunice significa: Boa (Εὐ) vitória (νίκη).
Zeus de Artemiso (foto na wikipedia). Vitória (Nike) de Samotrácia (foto na wikipedia)
Repare-se na sombra da estátua da Vitória.

estátua da Vitória (Nice), encontrada em Samotrácia, e que encima uma escadaria do Museu do Louvre, será a que facilmente considero como a mais bela estátua esculpida. 
Juntei a esta uma outra bela estátua de bronze, encontrada no Cabo Artemísio, que provavelmente  retrata Zeus... simplesmente porque reparei na sombra projectada pela Nice, e os contornos dessa sombra na foto fizeram-me lembrar a outra.
Curiosamente, enquanto a sombra de uma asa faz lembrar um braço estendido, a sombra da outra asa, fez-me lembrar o perfil do rosto nas estátuas de Zeus.
É claro que suprimi o braço direito que arremessaria um raio, pois a sombra sugere mais que um braço esquerdo segura um livro. 
Curiosamente, ainda... se à estátua de Vitória lhe falta a cabeça, ela pareceu desenhar-se na sombra.

Ora, este postal não seria sobre as estátuas, nem sobre Eunice - uma ninfa nereida, ou uma das jovens oferecidas ao Minotauro (em conjunto com Timóteo), nem sobre a mãe de São Timóteo, que também se chamava Eunice. Porém, dadas as circunstâncias passou a ser...


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Nebulosidades auditivas (48)

George Michael - Cowboys and Angels
... no reino dos óculos escuros (vídeo por Kate Cat , "Hollywood" - Alex Malka)



domingo, 15 de janeiro de 2017

Snowmageddon (4)

Vender frigoríficos a esquimós...
Tarefa de grandes vendedores, tem sido basicamente passada para os apologistas do "aquecimento global", durante os últimos frios invernos, conforme temos vindo a repetir aqui desde o inverno de 2014/15. 
Se seria ineficaz a um vendedor de frigoríficos anunciá-lo com a vantagem do frio a esquimós, também aos vendedores do "aquecimento global" passou a ser conveniente anunciá-lo como "alteração climática"... dado o frio que se foi sentido. Sendo que uma alteração climática, seria alteração das estações, e só faria o mínimo sentido se tivéssemos visto invernos muito mais quentes e verões muito mais frios.  

Depois dos recentes "Snowmageddon" (ou Snowpocalypse) nos EUA, que seriam afinal uma boa venda para um "arrefecimento global", publicitado nos anos 70 (conforme relembrámos), foi agora a Europa atingida com vagas de frio polar que gelaram as praias gregas:

More people die as European chill maintains its grip  (Sky News, 9 de Janeiro de 2017)

O que vemos não é areia branca, mas sim neve, em praias gregas, neste inverno.
Como a vaga de frio polar afectou a  Europa central, incluindo até Itália, Grécia e Turquia.


Apesar da vaga de frio lhes afectar a vista, como cataratas congeladas, não é de esperar que nada mude nas mentalidades mais empedernidas que o gelo mais duro. 
Os vendedores de banha-da-cobra têm sempre um rol de argumentos contra a realidade.

Porém, ao ver o antigo mapa nazi de NeuSchwabenLand a linha dos gelos há 80 anos (a vermelho) indicava menos gelo do que a linha dos gelos actual (a azul):
Linha de gelos no mapa nazi (a vermelho) era geralmente mais recuada do que actualmente (a azul).
Ou seja, ao contrário do que é propalado, o gelo terá aumentado bastante nos últimos 80 anos.

Portanto, se a linha dos gelos aumentou, de um modo geral, a conversa que serviu para sustentar o "arrefecimento global", nos anos 1970, tinha mais pernas para andar que o teatro do "aquecimento global", em cena nos últimos 20 anos.

Pós da verdade
Curiosamente, acusando o mundo de estar a viver numa época de "pós-verdade", por via de resultados eleitorais (Brexit, Donald Trump, ...), que iam contra o politicamente correcto (Trump criticou as teorias de aquecimento global), e no sentido de teorias de conspiração.... são agora os fortes críticos das teorias de conspiração a inventar e divulgar a nova "teoria de conspiração":
- A Rússia estará por detrás da eleição de Trump...
... e não só! 
Já se diz que o Sr. Putin, afinal o grande conspirador sentado em Moscovo, mexe os cordelinhos, fazendo os americanos eleger Trump, fazendo os ingleses votarem no Brexit, e prepara-se para fazer os franceses eleger Marine Le Pen... tudo parte de um grande plano conspirativo.

Estes teóricos do politicamente correcto, são os mesmos que caricaturavam as "teorias da conspiração" como coisas de maluquinhos, mas que agora inventam sem problemas a sua "teoria da conspiração" em que Putin condiciona Trump, e espante-se.... por haver vídeos sexuais deste com prostitutas russas. Pois, e Putin também é capaz de condicionar a política italiana com os vídeos pornográficos da ex-deputada, Cicciolina.
Não que Trump ou Putin sejam figuras muito agradáveis, mas os agentes dos pós da verdade politicamente correcta, estão a entrar em parafuso, e a cair nos limites do ridículo!

Temperatura de Casino
Bom, mas o que a maioria do povo não saberá é que o negócio da Temperatura entrou nas Bolsas há praticamente 20 anos. Para isso é preciso notar na definição de "Derivados de Temperatura" (Weather derivatives):
Weather derivatives are financial instruments that can be used by organizations or individuals as part of a risk management strategy to reduce risk associated with adverse or unexpected weather conditions. (in wikipedia)
A ideia não deixa de fazer sentido. O aumento ou baixa de temperatura tem repercursões económicas directas. O aumento do calor, ou do frio, faz disparar o consumo de electricidade/gás, pelo simples ligar de aquecedores, ou ar condicionado. Com mais calor, bebe-se mais cerveja... por isso o custo de produção é diferente se for atempada a vaga de calor, e as companhias protegiam-se com as seguradoras, para eventuais falhas de produção, etc...
Em 1996 foi feito o primeiro contrato sobre Temperatura entre companhias eléctricas, para caso de necessidade suplementar no mês de Agosto de 1996. A ideia espalhou-se rapidamente e em 1997 havia já múltiplas transacções de negócios envolvendo "previsão de temperaturas". Em 1997 o vice-presidente Al Gore começou a envolver-se directamente no assunto e em Dezembro de 1997 foi assinado o Protocolo de Quioto, para controlar a emissão de CO2
Em 1999 já havia uma bolsa de valores em Chicago dedicada às transacções sobre a variação dos valores da temperatura. Pouco depois, em 2001, Al Gore, na sua candidatura, apareceu como grande estrela, paladino da luta contra o aumento de temperatura global.

Apostando no controlo do CO2 imposto pelo Protocolo de Quioto, os fabricantes de automóveis passaram a desenvolver tecnologia de controlo de poluentes para incorporar nos veículos (além do conversor catalítico), o que era também vantajoso para manter fora competidores sem acesso a essa tecnologia e que poderiam fazer veículos baratos (caso de países em desenvolvimento, como Índia ou China). Por exemplo, a UE legislou em 2001 sobre o controlo de emissões.
Toda uma enorme negociata passou a depender do clima... e o clima era bom para apostadores, porque batia certo com o politicamente correcto - baixar a emissão de poluentes.

Não significa isto que a aposta seja num aumento de temperatura... porque se há agora a moda do "aquecimento global", financiada por múltiplos interesses, os maiores especuladores tanto podem ter interesse em aumentar ou baixar a temperatura.
Simplesmente havendo grande interesse financeiro em jogo, apostando num sentido ou no outro, todo o resto dos argumentos são mera retórica decorativa, destinada a não revelar diversos propósitos subjacentes.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Nebulosidades auditivas (47)

De um filme apropriado a uma época, "Merry Christmas, Mr Lawrence" (1983), tendo David Bowie como actor, surgiu uma bela composição de Ryuichi Sakamoto (também aí actor), a que David Sylvian (vocalista dos Japan) deu uma letra que serviu contextos ambíguos, tão próprios da época que se seguiria.
Forbidden Colours - Ryuichi Sakamoto & David Sylvian

Porém, da discografia dos Japan, e em particular do álbum Oil on Canvas, que ouvi incessantemente, fica sempre este inesquecível - Methods of Dance, especialmente adequado a uma dança em que as coreografias estão completamente desfasadas...

Methods of Dance - Japan (1983)

Here's a new design
The cut and style you know so well, spins across the floor
It's the same routine
One last word before you go. Why should I ask for more?
Then out of the blue, you are here by me
(Moving) Taking my chance
(Learning) Methods of dance, Methods of dance
It's such a price to pay
Your sense of doubt inside my mind, oh but never asking why
No second chances now
I could be sure if I were to live, at your speed of life
Then out of the blue, you are here by me
(Moving) Taking my chance
(Learning) Methods of dance, Methods of dance

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Nebulosidades auditivas (46)

O chamado ambiente de "gravidade zero" tem estado cada vez mais disponível, com algumas companhias privadas de aviação a fazerem vôos parabólicos, onde contrariam a força de gravidade, permitindo o mesmo tipo de experiência que a NASA usa para treino de astronautas.
Neste vídeo, vemos uma banda musical, pouco conhecida, que decidiu fazer umas brincadeiras num desses vôos, que durante alguns segundos, subindo e descendo a pique, em trajectória parabólica, permitem simular a ausência da gravidade. O resultado não é tão bom quanto o "profissional", mas é suficientemente esclarecedor.
Ok Go - Upside Down & Inside Out (2016)
- ver ainda a produção do vídeo (onde inside-out se ajusta ao chamado "vôo vómito")

Falar em "gravidade zero" é um erro de linguagem.
A gravidade da Terra nunca deixa de estar presente... simplesmente em vôos orbitais, a velocidade é de tal forma elevada que o efeito dessa atracção terrestre é compensado. O processo não é assim o mesmo do que aquele que é experimentado nestes aviões de descida, mas os resultados são idênticos.

Os vôos orbitais em torno da Terra, dentro da segurança da cintura de Van Allen, têm velocidades muito elevadas. Por exemplo, a Estação Espacial Internacional é suposta fazer uma volta à Terra em hora e meia, estando 45 minutos em dia, e 45 minutos em noite.
Para velocidades mais pequenas, a órbita teria que ser mais elevada, podendo ser geoestacionária a uma altitude suficientemente elevada (aí o dia teria 24 horas e não apenas 1h30).

O problema é a radiação solar, e por isso a Estação Espacial (ISS), ou outras imagens que se vejam de astronautas, têm que estar dentro do espaço de segurança dado pela Cintura de Van Allen, o que implica - vôos orbitais muito baixos. Ou seja, um astronauta não tem uma imagem da Terra à distância, conforme é habitual passar-se essa ideia... tem uma imagem que não é substancialmente diferente da que vemos quando voamos em grande altitude num avião. É claro que é ainda melhor que os pilotos de caças em vôos suborbitais, mas não é muito diferente.
Para ter uma imagem à distância, teria que estar muito fora da Cintura de Van Allen, o que implicaria estar numa nave espacial sujeita à radiação letal emitida pelo Sol, nomeadamente todo o tipo de Raios X.


Imagens de satélites geostacionários:


domingo, 11 de dezembro de 2016

Nebulosidades auditivas (45)

Talvez uma das melhores "bocas" dos últimos tempos, foi a resposta da equipa de Trump às recentes acusações da CIA de que "a Rússia teria interferido na eleição", ao lembrar que (a CIA) se trata da mesma malta que também dissera que o Iraque tinha armas de destruição massiva:

“These are the same people that said Saddam Hussein had weapons of mass destruction,” 
said a statement from his transition team. (The Independent, 10 de Dezembro 2016)

Um sinal de que não parece fácil a transição dos "segredos de estado" para a nova administração Trump, ou de que algum pessoal do Tea Party pode ter umas contas politicamente incorrectas a ajustar, nomeadamente Ron Paul, que sempre foi contra a intervenção no Iraque e o Patriot Act.

Weapons of mass distortion (The Crystal Method, 2004)

Cheap thrills (Sia featuring Sean Paul, 2016)

domingo, 4 de dezembro de 2016

Byrd - voando sobre niños polares

Richard Byrd numa
entrevista "Longines"
O almirante Richard E. Byrd será o mais consagrado explorador norte-americano, pelas suas viagens de avião sobre o Pólo Norte em 1926 e sobre o Pólo Sul em 1929. Pelo meio ainda participou na competição de cruzar o Atlântico, em 1927, onde foi suplantado por Charles Lindbergh (realizando o mesmo feito, praticamente um mês mais tarde).

Byrd fará parte de expedições americanas à Antárctida, a primeira (1928-30), onde chegaria ao Pólo Sul de avião, outra em 1934, e ainda em 1939-40, numa altura em que os alemães nazis tinham acabado de reclamar o território que denominaram "Neuschwabenland" - Nova Terra dos Suevos.  

Porém a expedição mais importante será a que ocorre após a 2ª Guerra Mundial, denominada Operação Highjump, entre 1946-47.
Não há propriamente grande registo do que se teria passado com NeuSchawbenLand, e poderia esta intervenção ser vista como uma forma dos EUA se assegurarem do que restava ali, das anteriores expedições nazis.

Bom, e o que poderia haver lá?
- Uma base de discos voadores, construídos pelos alemães.
Haunebu II - um projecto nazi de Disco Voador (ver mais)
Parecendo ficção científica, ou teoria da conspiração... ao longo das décadas seguintes foram aparecendo afirmações e documentação (não reconhecida oficialmente, como é claro), de que teriam havido planos para a sua construção. Essa informação chega ao público pelo Prof. Giuseppe Belluzo, antigo ministro de Mussolini, num artigo do jornal "il Giornale d'Italia" em 1950, onde diz que discos voadores tinham sido projecto italiano e alemão desde 1942.

Entendendo que o disco voador pode consistir essencialmente num motor orientado na vertical, em que as pás não servem para uma propulsão na horizontal, mas sim na vertical, o projecto não traz nada de assim tão extraordinário, do ponto de vista aerodinâmico... notando que agora há à venda, em qualquer hipermercado, bastantes drones que usam a mesma ideia, usando quatro motores na vertical para maior estabilidade. Aliás uma ideia análoga à que também foi usada nos helicópteros (com a diferença que a carga ficaria por baixo, e não por cima das pás). Por isso, nem será de estranhar que o projecto existisse, nem que tivesse sido depois acarinhado secretamente por americanos (ou russos), levando a estranhos avistamentos nos céus.

O seguinte documentário russo começa por levantar a questão da expedição científica de Byrd, ser acompanhada de um enorme porta-aviões, e de um número de operacionais militares, mais adequado a uma intervenção militar do que a uma mera expedição científica. Associam assim as perdas humanas, não a lamentáveis acidentes, mas a uma eventual resposta germânica, na base Neuschwabenland... onde também se conjectura que os líderes nazis se poderiam ter refugiado.

Men in Black - Documentário Russo - (The Secret UFO Operation 
UFO Base Entrance In Antarctica - Inner Earth Base)

Depois, o documentário vai especulativamente mais longe, não necessariamente na velha teoria da "Terra Oca", mas na possibilidade de se formarem portais estelares, conhecidos como "wormholes", de entrada e saída destas naves. 
A teoria da "Terra Oca" não é propriamente uma novidade, e desde ser considerada como um modelo para o "inferno" cristão, como oposição ao "céu", até ser usada mesmo como teoria por alguns pensadores do Séc. XVII como Anasthasius Kircher, tem muitas formulações... que podem ir desde pequenos abrigos subterrâneos, a autênticos mundos alternativos - mas aí sem grande suporte científico. No entanto, dado que estamos praticamente limitados a "pequenos" buracos na crosta terrestre, no máximo de uma dúzia de quilómetros, ficamos muitíssimo longe do raio terrestre com aproximadamente 6500 quilómetros.

Circula uma versão de um diário atribuído a Byrd, "The inner earth - my secret diary" que daria conta de um contacto numa viagem de avião em 1947 no Árctico (mas deveria ser Antárctico, no quadro da operação Highjump). Esse pseudo-diário é suposto dar conta de um contacto com um "mestre" de uma civilização ariana baseada no interior da Terra, O mais natural, conforme foi apontado, é que se trate de uma falsificação... dado que há frases retiradas de um filme de 1937 (Lost Horizon). Assim, se o filme diz:
«I see in the great distance a new world starting in the ruins … But in hopefulness, seeking it’s lost and legendary treasures, and they will all be here, my son, hidden behind …”»
... o diário diz quase o mesmo:
«We see a great distance a new world stirring from the ruins of your race, seeking its lost and legendary treasures, and they will be here my son, safe in our keeping…»

Continua a parecer-me mais plausível que uma sociedade secreta se esconda à nossa vista, do que haver necessidade de a procurar no interior da Terra, ou até no espaço exterior.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Luzes sísmicas

No sismo da passada semana, na Nova Zelândia, foi notícia difundida o aparecimento de luzes sob os céus de Christchurch.
Mysterious green and blue flashes appeared as New Zealand earthquake struck
(metro.co.uk 2016/11/14)
Curiosamente, do Sismo de 28 de Fevereiro de 1969 (ocorrido às 2h40m UTC, ou 3h40m na hora nacional?), poderá ter havido registo de luzes no céu. Sendo criança pequena à época, tenho uma memória difusa de que ao sair de casa havia uma luz no horizonte, semelhante a esta da Nova Zelândia... algo que li em outros relatos
"Pode não estar associado mas se perguntares a muitos dos algarvios da orla costeira, todos afirmam o mesmo, tempo abafado, os roncos vindos do mar e a cor esquisita do céu.
Isto sendo resposta a alguém que duvidava da mudança de cor no céu, e que por acaso eu sempre tinha associado a ser próximo da alvorada, mas será algo excluído, com o sismo às 3h40m da manhã.

O fenómeno terá sido bem observado durante o sismo de L'Aquila em 2009, e em muitos outros, conforme artigos na wikipedia (inglesa ou francesa).
No caso do sismo de Fukushima de 2011, o fenómeno foi até associado ao efeito HAARP, algo que terá induzido um maior cepticismo, ao ponto de muitos rejeitarem este tipo de observações, mesmo havendo um registo fotografias de longa data. Continua a ser bastante fácil considerar apenas as observações que são "politicamente correctas".

Porém, o fenómeno é de um modo geral aceite e já levou a diversas hipóteses (artigo BBC), que dizem respeito não apenas a luzes no céu, mas também a outro tipo de luzes, nomeadamente as que se enquadram nos chamados raios globulares, com registo pré-histórico.

O que me parece mais natural, ainda que precisasse de outros dados para sustentar isso como hipótese, é que a vibração do solo por efeito do terramoto, induzindo também uma vibração da atmosfera, permita a observação de raios em alta atmosfera, ou troposfera, quer podendo antecipar luzes da manhã, quer ver luzes da troposfera, normalmente só vistas nos pólos, ou círculos polares, pelo fenómeno das auroras (boreais ou austrais).

sábado, 12 de novembro de 2016

A guiar da beira em inversão

Sintoma notório de insanidade social, é termos meia-dúzia de jornalistas e advogados com medo de serem mortos pela polícia... quando estão fechados numa casa com o suposto homicida e psicopata mais perigoso do país!
Independentemente das histórias construídas, desde a história do próprio, à anterior história do "psicopata", que psiquiatras de serviço então asseguravam «É um indivíduo que, mesmo encurralado, não se irá entregar e que, sem capacidade para ter um filtro, não vai parar de fugir ou mesmo de cometer novos crimes se preciso for para escapar», já parece que o nível de credibilidade das histórias, anda tanto pelas ruas da amargura, que nenhuma consistência na narrativa interessa. Pergunta-se, e quem faz a avaliação psiquiátrica, dos psiquiatras?
O espaço dos opinadores profissionais, mediáticos, é um espaço onde se podem dizer todos os disparates hoje, que amanhã não interessa, porque todos se esqueceram, e ninguém é culpabilizado por ter feito uma avaliação errada, simplória, mal intencionada ou bacoca.
Assim que se cria a ideia de que a resposta natural de uma corporação policial à morte de um agente, é procurar o primeiro suspeito a tiro, está o passo dado para gastos de recursos, medo nas populações, e inviabilizar a solução mais simples - aguardar que o suspeito se entregue. Tal como será óbvio que se a justiça usar a já habitual inversão do ónus da prova, alinhando na narrativa conveniente, que é mantida a todo o custo, mais fará para que ninguém se entregue.

Como se não bastasse este exemplo, vemos também o estado de negação mediático que foi induzido a nível mundial contra a eleição de Donald Trump, quando haveria mais que razões para antever a sua vitória como provável. No entanto, como chegámos ao ponto de ser politicamente incorrecto desconstruir uma história idealizada e fabricada no circo mediático, surge a necessidade de alimentá-la até ao fim, quando a realidade torna a negação impossível. Algo semelhante terá acontecido com o Brexit, ou até com a eleição do Syriza... tudo encarado como improvável, até que aconteceu. E não é problema de sondagens, ou populismo, é simplesmente tentar tapar o Sol com as peneiras. 

Não se trata de simpatizar com personagens duvidosos, em histórias completamente diferentes, mas simplesmente de ver uma semelhança de comportamento mediático, em ímpetos quase imparáveis, de alimentar uma narrativa conveniente na opinião pública, até à exaustão, até ao ponto de parecer insano quem ousar dizer o contrário, quem ousar questionar o politicamente correcto, por mais evidente que a coisa se vá tornando. E invariavelmente, mesmo errando todas as análises e todas as previsões, estes Zandingas ou Mayas mediáticas, continuam a ocupar o seu espaço de insanidade corporativa, a alimentar contradições, como se não tivessem sido apanhados vezes sem conta a manipular opiniões públicas, sem qualquer base factual.

Nesse mundo idealizado, Zeinal Bava é um gestor de sucesso, o BES um banco sólido, o Syriza nunca ganhará eleições na Grécia, a Inglaterra mantém-se fiel à UE, este Verão de S. Martinho está a ser escaldante, Hillary Clinton terá cilindrado Trump nas eleições, e os jornalistas e advogados do psicopata de Aguiar da Beira foram todos chacinados. Se nada disto corresponder à realidade que vê, pois será tempo de mudar de canal.